corte-de-carne-traseira

Composto por 'corte' (ato ou resultado de cortar), 'de' (preposição), 'carne' (tecido muscular de animal) e 'traseira' (parte posterior).

Origem

Século XVI

Composta por 'corte' (do latim 'cortare', cortar), 'carne' (do latim 'carnem') e 'traseira' (relativo à parte posterior do corpo). Reflete a prática de cortar e nomear partes do boi para consumo.

Mudanças de sentido

Século XVI - XIX

Denominação genérica para a parte posterior do boi destinada ao consumo.

Século XX - Atualidade

Passa a ser um termo mais genérico ou regional, frequentemente substituído por nomes de cortes específicos (alcatra, picanha, etc.) em contextos de mercado e açougues modernos. → ver detalhes TEXTO_EXPANDIDO

Embora os cortes específicos como alcatra, picanha, coxão mole e duro tenham se popularizado e padronizado, 'corte-de-carne-traseira' ainda é compreendido como um termo guarda-chuva para essas regiões. Em algumas regiões do Brasil, pode ainda ser o nome mais comum para um conjunto desses cortes. A mudança reflete a especialização da indústria e da culinária.

Primeiro registro

Séculos XVII - XVIII

Registros de inventários, testamentos e livros de contas de fazendas e mercados coloniais, indicando a venda e o consumo de 'carne traseira' ou 'corte traseiro'. A forma composta 'corte-de-carne-traseira' pode aparecer em documentos mais específicos de culinária ou comércio regional.

Momentos culturais

Séculos XVIII - XIX

Presente em receitas e descrições da culinária colonial e imperial brasileira, associada a pratos tradicionais e ao consumo familiar.

Século XX

Mencionado em literatura regionalista e em discussões sobre a pecuária e a economia do campo.

Comparações culturais

Inglês: 'Round cut' ou 'Hindquarter'. Espanhol: 'Corte trasero' ou 'Cuarto trasero'. A estrutura descritiva é similar, focando na localização anatômica. Outros idiomas: Alemão: 'Hinterviertel'. Francês: 'Quartier arrière'. A tendência global é nomear cortes específicos em vez de regiões amplas.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'corte-de-carne-traseira' mantém uma relevância histórica e regional. É compreendida como um termo mais amplo para a parte traseira do boi, mas em contextos de açougues e restaurantes modernos, os cortes específicos (alcatra, picanha, etc.) são predominantes. Sua persistência está ligada à tradição e à linguagem popular.

Origem e Colonização

Século XVI - Início da colonização portuguesa no Brasil. A pecuária se estabelece, e com ela, a necessidade de nomear as partes do boi para consumo e comércio. A origem etimológica da palavra 'corte' remete ao ato de cortar, e 'carne' ao produto. 'Traseira' indica a localização anatômica.

Consolidação Gastronômica e Regional

Séculos XVII a XIX - A carne bovina se torna um alimento básico. A denominação 'corte-de-carne-traseira' se consolida em diferentes regiões do Brasil, com variações locais na pronúncia e no uso. Começa a aparecer em registros de comércio e culinária.

Modernização e Padronização

Século XX - Com o avanço da indústria frigorífica e a padronização dos cortes de carne, a nomenclatura se torna mais técnica. 'Corte-de-carne-traseira' pode ser substituído por termos mais específicos como 'alcatra', 'picanha', 'maminha', dependendo da região e do corte exato. A expressão original, no entanto, persiste em contextos mais populares e regionais.

Atualidade e Diversificação

Século XXI - A palavra 'corte-de-carne-traseira' ainda é compreendida, mas em açougues e supermercados modernos, os cortes específicos são mais utilizados. A expressão pode ser encontrada em receitas tradicionais, em discussões sobre a origem dos cortes ou em contextos que buscam um tom mais rústico ou regional.

corte-de-carne-traseira

Composto por 'corte' (ato ou resultado de cortar), 'de' (preposição), 'carne' (tecido muscular de animal) e 'traseira' (parte posterior).

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