crônica
Do grego 'chronos' (tempo).↗ fonte
Origem
Deriva do grego 'chronos' (tempo) e 'graphia' (escrita). Em latim, 'chronica' significava um registro de eventos em ordem cronológica.
Mudanças de sentido
Registros históricos e anais.
Gênero literário e jornalístico, narrando o cotidiano com um toque pessoal e reflexivo.
Manutenção do sentido literário/jornalístico e adoção em contextos médicos para indicar duração prolongada de doenças ou condições.
Primeiro registro
Textos históricos e religiosos medievais.
Registros literários e jornalísticos a partir do século XIX no Brasil, com destaque para a imprensa.
Momentos culturais
Ascensão da crônica como gênero popular nos jornais brasileiros, com Machado de Assis como figura central.
Consolidação da crônica como espaço de crítica social e política, com autores como Lima Barreto e Oswald de Andrade.
A crônica se torna um dos gêneros mais representativos da literatura brasileira, com nomes como Carlos Drummond de Andrade, Rubem Braga e Clarice Lispector.
Comparações culturais
Inglês: 'Chronicle' refere-se a um registro histórico ou um relato detalhado de eventos. O gênero literário/jornalístico com o mesmo tom reflexivo e pessoal do português é mais associado a 'essay' ou 'column'. Espanhol: 'Crónica' é um termo diretamente equivalente, usado tanto para registros históricos quanto para o gênero literário/jornalístico que narra o cotidiano com um olhar particular. Francês: 'Chronique' tem um uso similar ao português e espanhol, abrangendo registros históricos e o gênero literário/jornalístico.
Relevância atual
A crônica continua a ser um gênero vital no jornalismo e na literatura brasileira, adaptando-se a plataformas digitais como blogs e redes sociais. O termo também é amplamente utilizado na medicina para descrever doenças crônicas, indicando sua longa duração e persistência.
Origem Grega e Latim
Do grego 'chronos' (tempo) e 'graphia' (escrita), a palavra 'chronica' em latim referia-se a relatos históricos em ordem temporal. Séculos XIII-XIV.
Entrada no Português e Consolidação
Séculos XV-XVI — A palavra 'crônica' entra no vocabulário português, inicialmente associada a registros históricos e anais. A partir do século XIX, ganha força como gênero literário e jornalístico no Brasil.
Auge Literário e Jornalístico
Séculos XIX-XX — A crônica se consolida como gênero autônomo no Brasil, com autores como Machado de Assis, Lima Barreto e Carlos Drummond de Andrade. Tornou-se um espaço para reflexão sobre o cotidiano, a política e a sociedade.
Uso Contemporâneo
Século XXI — A crônica mantém sua relevância no jornalismo e na literatura, adaptando-se às novas mídias digitais. O termo também é usado em contextos médicos para descrever condições de longa duração.
Do grego 'chronos' (tempo).