Palavras

crerdes

Do latim 'credere'.

Origem

Latim Vulgar

Deriva do verbo latino 'credere', com a terminação '-des' indicando a segunda pessoa do plural do futuro do subjuntivo, resultado de evoluções fonéticas e morfológicas.

Mudanças de sentido

Latim Vulgar - Português Clássico

O sentido intrínseco de 'crer' (ter fé, acreditar) permaneceu estável. A mudança principal foi na forma gramatical e no seu registro de uso, passando de comum para formal/arcaico.

Primeiro registro

Idade Média

Registros em textos em galego-português, como cantigas e crônicas, onde a conjugação com 'vós' era a norma para a segunda pessoa do plural.

Momentos culturais

Séculos XVI-XVIII

Presente em obras literárias de Camões, Padre Antônio Vieira e em textos bíblicos traduzidos para o português, onde a formalidade e a tradição gramatical eram valorizadas.

Século XX

Aparece em canções e poemas que buscam um tom solene ou nostálgico, como em algumas composições da MPB que resgatam a linguagem clássica.

Vida emocional

Associada à solenidade, à tradição religiosa e a um certo distanciamento formal. Pode evocar respeito, reverência ou, em contextos informais, um tom irônico ou pedante.

Comparações culturais

Inglês: A forma correspondente seria 'you may believe' ou 'should you believe' no futuro do subjuntivo, mas o uso de 'vós' e suas conjugações verbais específicas desapareceu do inglês moderno, sendo substituído por 'you'. Espanhol: 'creyereis' ou 'creyeren' (dependendo do contexto e da pessoa gramatical, 'vosotros' ou 'ustedes'), que também sofreu um declínio no uso coloquial em favor de formas com 'ustedes' em muitas regiões, mas 'creyereis' ainda é encontrado em contextos formais e literários. Francês: 'vous croyez' (presente) ou 'vous croirez' (futuro simples), o futuro do subjuntivo 'vous crussiez' é extremamente raro e arcaico.

Relevância atual

A relevância de 'crerdes' reside em sua função como marcador de formalidade e tradição gramatical. É uma palavra que pertence ao patrimônio linguístico, utilizada para fins específicos em contextos que demandam um registro elevado ou arcaizante, mas está ausente da comunicação cotidiana.

Origem Latina e Formação do Verbo

Século V d.C. - O verbo 'credere' (crer, acreditar) em latim vulgar dá origem a formas conjugadas que, com o tempo, evoluem para o português. A terminação '-des' surge como uma contração da segunda pessoa do plural do futuro do subjuntivo.

Uso no Português Medieval e Clássico

Séculos XIII-XVIII - A forma 'crerdes' é comum na conjugação verbal do português arcaico e clássico, especialmente em textos religiosos, literários e jurídicos. É a forma padrão para a segunda pessoa do plural em tempos verbais como o futuro do subjuntivo.

Declínio do Uso e Substituição

Séculos XIX-XX - Com a simplificação gramatical e a ascensão da segunda pessoa do plural 'vocês' (substituindo 'vós'), formas verbais como 'crerdes' tornam-se progressivamente menos comuns na fala cotidiana, sendo reservadas para contextos mais formais ou arcaizantes.

Uso Contemporâneo e Formalidade

Atualidade - 'Crerdes' é uma forma verbal considerada formal, arcaica ou literária. Seu uso é restrito a textos religiosos, literatura clássica, discursos formais ou para evocar um estilo antigo. Na linguagem coloquial e na maior parte da escrita contemporânea, é substituída por 'vocês acreditarem' ou 'vocês crerem'.

crerdes

Do latim 'credere'.

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