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culatra

Origem incerta, possivelmente do latim vulgar *cucullatra, derivado de cucullus, 'capuz'.fonte

Origem

Idade Média

Origem incerta, possivelmente do latim 'culleus' (saco, odre) ou 'culter' (faca, lâmina), referindo-se a uma parte traseira ou fundo. Acredita-se que tenha entrado no português através do espanhol 'culata'.

Mudanças de sentido

Idade Média - Século XVI

Sentido literal: parte traseira de armas de fogo, fundo de recipientes.

Século XIX

Sentido figurado: o último a chegar, o último a ser feito, o fim de algo.

A expressão 'ficar com a culatra' ou 'ser a culatra' passa a significar ser o último em uma ordem, ou o que resta no final, muitas vezes com conotação de algo indesejado ou de fracasso.

Atualidade

Mantém os sentidos literal e figurado. Expressões como 'deixar na culatra' (abandonar no final) ou 'a culatra' (o último elemento) são comuns.

Em alguns contextos, pode ser usada de forma pejorativa para indicar alguém que não acompanha o ritmo ou que é o último em uma competição.

Primeiro registro

Século XV

Registros em textos militares e de armaria descrevendo a parte traseira de armas de fogo. A entrada no vocabulário geral é posterior.

Momentos culturais

Século XIX

A palavra aparece em literatura e crônicas para descrever situações de atraso ou finalização, muitas vezes com um tom de humor ou crítica social.

Século XX

Uso em canções populares e ditados para expressar a ideia de 'ficar para trás' ou de ser o último a obter algo.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'tail end', 'rear end', 'butt' (para armas). Espanhol: 'culata', 'trasera', 'cola'. A ideia de 'último' ou 'traseiro' é comum em diversas línguas, mas a palavra 'culatra' tem uma sonoridade e uso idiomático específicos no português.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'culatra' mantém sua relevância em contextos técnicos e em expressões idiomáticas. Embora não seja uma palavra de uso diário em todos os seus sentidos, sua presença em ditados populares e em descrições de objetos a mantém viva no léxico.

Origem Etimológica

Origem incerta, possivelmente do latim 'culleus' (saco, odre) ou 'culter' (faca, lâmina), referindo-se a uma parte traseira ou fundo. Acredita-se que tenha entrado no português através do espanhol 'culata'.

Entrada na Língua Portuguesa

A palavra 'culatra' se estabelece no vocabulário português, inicialmente com seu sentido mais literal de parte traseira, especialmente em armas de fogo, e posteriormente expandindo para o fundo de recipientes e, metaforicamente, para o último elemento de uma sequência.

Evolução do Sentido Metafórico

O sentido figurado de 'ser o último' ou 'ficar para trás' ganha força, sendo aplicado a pessoas, eventos ou processos. A expressão 'deixar alguém na culatra' ou 'ficar com a culatra' se populariza.

Uso Contemporâneo

A palavra mantém seus sentidos originais e figurados. É comum em contextos técnicos (armas, recipientes) e em expressões idiomáticas que denotam atraso, finalização ou o último elemento. A expressão 'dar com os burros n'água' ou 'ficar a ver navios' são sinônimos em alguns contextos de fracasso ou frustração.

culatra

Origem incerta, possivelmente do latim vulgar *cucullatra, derivado de cucullus, 'capuz'.

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