curara
Do latim 'curare'.↗ fonte
Origem
Do latim 'curāverat', pretérito mais-que-perfeito do indicativo do verbo 'curare' (cuidar, tratar).
Mudanças de sentido
A forma verbal manteve seu sentido original de uma ação de cuidar ou tratar que ocorreu antes de outro evento passado, sem alterações significativas de significado intrínseco, mas adaptando-se à fonética e morfologia do português em formação.
O sentido gramatical de pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo do verbo 'curar' permanece inalterado, mas o uso da forma 'curara' é cada vez mais raro na comunicação corrente.
A tendência geral na língua portuguesa contemporânea é a simplificação das formas verbais, com o pretérito mais-que-perfeito simples sendo frequentemente substituído pelo pretérito mais-que-perfeito composto ('tinha curado') ou pelo pretérito perfeito simples ('curou'), dependendo do contexto e da ênfase temporal desejada. Isso torna 'curara' uma forma mais erudita e menos comum no dia a dia.
Primeiro registro
Registros em textos medievais em galaico-português, como crônicas e documentos legais, que já utilizavam conjugações verbais herdadas do latim vulgar, incluindo o pretérito mais-que-perfeito simples.
Momentos culturais
Presença em obras literárias clássicas e acadêmicas, onde a forma verbal era empregada para conferir um tom mais formal e literário à narrativa ou à argumentação.
Comparações culturais
Inglês: O inglês não possui uma forma verbal equivalente direta para o pretérito mais-que-perfeito simples com a mesma morfologia. Usa-se o 'past perfect' (had + particípio passado), como 'had cured'. Espanhol: Possui o 'pretérito pluscuamperfecto de indicativo', com formas como 'curara' (ou 'curase' no subjuntivo), que compartilham a origem latina e a função temporal, embora com nuances de uso e conjugação distintas. Francês: Possui o 'plus-que-parfait', como 'avait guéri'. Italiano: Possui o 'trapassato prossimo', como 'aveva curato'.
Relevância atual
A relevância de 'curara' reside primariamente em seu valor gramatical e histórico. É uma forma que exemplifica a riqueza morfológica do português e sua herança latina, sendo estudada em gramáticas e utilizada em contextos que demandam precisão temporal e um registro linguístico elevado. Sua raridade no uso corrente a torna um marcador de formalidade e erudição.
Origem Etimológica e Latim
A forma 'curara' deriva do latim 'curāverat', pretérito mais-que-perfeito do indicativo do verbo 'curare', que significava 'cuidar', 'tratar', 'zelar'.
Evolução para o Português
Com a evolução do latim vulgar para o galaico-português e, posteriormente, para o português, a conjugação verbal 'curāverat' transformou-se em 'curara'. Esta forma verbal, indicando uma ação passada anterior a outra ação passada, foi incorporada à língua portuguesa desde seus primórdios.
Uso Formal e Contemporâneo
Atualmente, 'curara' é uma forma verbal dicionarizada e formal, pertencente ao registro culto da língua portuguesa. Seu uso é restrito a contextos literários, históricos ou gramaticais, raramente aparecendo na fala cotidiana ou na escrita informal.
Do latim 'curare'.