custosa

Derivado de 'custo' + sufixo adjetival '-osa'.

Origem

Latim

Do latim 'custos', significando guardião, protetor, vigia. A raiz latina 'custodire' (guardar, vigiar) está presente. A transição para o sentido de 'custo' (despesa) e 'esforço' ocorreu ao longo do desenvolvimento do latim vulgar e das línguas românicas.

Mudanças de sentido

Latim Vulgar

O substantivo 'custus' (custo, despesa) surge do verbo 'custodire', indicando o que é necessário para manter ou proteger algo, o que implica um gasto ou esforço.

Idade Média

O adjetivo 'custoso' (derivado de 'custo') começa a ser usado para descrever aquilo que exige um gasto ou um esforço considerável, tanto em termos monetários quanto de trabalho.

Século XIX - Atualidade

Os sentidos de 'caro' (alto preço) e 'trabalhoso/difícil' se consolidam e coexistem. A palavra 'custosa' pode se referir tanto a um objeto de alto valor financeiro quanto a uma tarefa que demanda muita energia e tempo.

Primeiro registro

Século XIII

Registros em textos medievais em latim vulgar e nas primeiras formas do português já indicam o uso de 'custoso' com o sentido de 'que custa', 'caro' ou 'trabalhoso'. A documentação exata do primeiro uso em português é complexa devido à evolução contínua da língua.

Momentos culturais

Literatura Clássica

Presente em obras literárias de diferentes épocas para descrever objetos de luxo, empreendimentos difíceis ou situações que exigiam grande sacrifício.

Economia e Comércio

Termo fundamental em discussões sobre preços, orçamentos e viabilidade de projetos em diversas esferas da vida econômica.

Comparações culturais

Inglês: 'Costly' (caro, dispendioso) e 'laborious' (trabalhoso, árduo). Espanhol: 'Costoso' (caro, dispendioso, trabalhoso). Ambos os idiomas compartilham a raiz latina e os sentidos de alto custo e dificuldade. Francês: 'Coûteux' (caro, dispendioso) e 'pénible' (doloroso, trabalhoso). Italiano: 'Costoso' (caro, dispendioso).

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'custosa' mantém sua dupla significação no português brasileiro. É frequentemente usada em contextos de consumo, planejamento financeiro, discussões sobre o custo de vida, e também para descrever tarefas que demandam grande esforço físico ou mental, como 'uma pesquisa custosa' ou 'uma recuperação custosa'.

Origem Latina e Primeiros Usos

Século XIII - Deriva do latim 'custos', que significa guardião, protetor, vigia. Inicialmente, referia-se a algo que exigia vigilância ou cuidado.

Evolução de Sentido na Idade Média e Moderna

Idade Média a Século XVIII - O sentido evolui para 'aquilo que custa', no sentido de exigir esforço, trabalho ou sacrifício. Começa a se associar a despesas e valor monetário.

Consolidação do Sentido Econômico e de Esforço

Século XIX a meados do Século XX - O sentido de 'caro' (alto custo monetário) se consolida, assim como o de 'trabalhoso' ou 'difícil de realizar'. A palavra se torna comum em contextos comerciais e de planejamento.

Uso Contemporâneo no Português Brasileiro

Meados do Século XX à Atualidade - 'Custosa' é amplamente utilizada com os sentidos de 'caro' (preço elevado) e 'que exige muito esforço, trabalho ou dedicação'. Mantém sua relevância em contextos econômicos, de planejamento e na descrição de tarefas árduas.

custosa

Derivado de 'custo' + sufixo adjetival '-osa'.

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