dar-de-mao-cheia
Locução verbal formada por 'dar' + preposição 'de' + substantivo 'mão' + adjetivo 'cheia'.
Origem
Formada pela junção do verbo 'dar' (latim 'dare') e da expressão 'mão cheia', que denota quantidade abundante e liberalidade. A imagem é de alguém que oferece sem reter, com a mão aberta e cheia de algo a ser distribuído.
Mudanças de sentido
Sentido inicial de oferecer em grande quantidade, com liberalidade.
O sentido se mantém estável, focando na generosidade, fartura e liberalidade em ações e ofertas.
A locução 'dar de mão cheia' evoca uma imagem concreta de abundância e desprendimento, o que contribui para a sua longevidade sem grandes alterações semânticas. É frequentemente associada a hospitalidade, doações e a quem provê generosamente.
Primeiro registro
Registros em textos literários e documentos administrativos da época, indicando o uso consolidado da expressão no português.
Momentos culturais
Presente em obras da literatura brasileira e portuguesa, descrevendo costumes sociais e a generosidade de personagens ou instituições.
Utilizada em canções populares e em narrativas que retratam a cultura brasileira, como a hospitalidade e a fartura em festas e celebrações.
Vida digital
A expressão é usada em redes sociais e blogs para descrever ações de generosidade, como em posts sobre doações, eventos beneficentes ou mesmo em contextos de culinária e hospitalidade, como 'a receita dá de mão cheia'.
Representações
Frequentemente empregada em novelas, filmes e programas de TV para caracterizar personagens generosos, famílias acolhedoras ou situações de abundância material e afetiva.
Comparações culturais
Inglês: 'to give generously', 'to be lavish', 'to give with an open hand'. Espanhol: 'dar a manos llenas', 'ser muy generoso'. A expressão em português tem um paralelo direto em espanhol, ambos evocando a imagem da mão aberta e cheia.
Relevância atual
A locução 'dar de mão cheia' mantém sua força expressiva no português brasileiro, sendo uma forma vívida e popular de descrever atos de generosidade, liberalidade e abundância em diversos contextos sociais e culturais.
Origem e Formação
Séculos XVI-XVII — Formação da locução a partir de elementos lexicais comuns: 'dar' (do latim 'dare', oferecer, conceder) e 'mão cheia' (referindo-se a uma quantidade abundante, que não cabe em uma mão fechada, indicando liberalidade).
Consolidação e Uso
Séculos XVIII-XIX — A locução se estabelece no vocabulário português, sendo utilizada em contextos literários e cotidianos para descrever atos de generosidade e fartura, especialmente em crônicas e romances.
Uso Contemporâneo
Século XX - Atualidade — A expressão mantém seu sentido original, sendo comum em falas informais e formais para descrever generosidade, hospitalidade e abundância, com forte presença no português brasileiro.
Locução verbal formada por 'dar' + preposição 'de' + substantivo 'mão' + adjetivo 'cheia'.