darem-a-entender

Locução verbal formada pelo verbo 'dar' + preposição 'a' + verbo 'entender'.

Origem

Séculos XII-XIII

Construção verbal a partir do latim 'dare' (dar, conceder) e 'intendere' (dirigir a mente, compreender), com a preposição 'a' indicando o objetivo ou resultado.

Mudanças de sentido

Séculos XIV-XVIII

Sentido inicial de tornar algo compreensível, abrangendo clareza e também a capacidade de sugerir.

Séculos XIX-Atualidade

Ênfase na sutileza e na insinuação, com o sentido de comunicar algo de forma indireta ou velada. → ver detalhes

Na contemporaneidade, 'dar a entender' frequentemente se refere a comunicar intenções, sentimentos ou informações sem dizê-los explicitamente. Pode ser usado para descrever desde uma sugestão sutil em uma conversa até uma estratégia de comunicação mais elaborada, onde o receptor precisa decifrar a mensagem. O contexto é crucial para determinar se a intenção é clara ou se há um subtexto a ser interpretado.

Primeiro registro

Séculos XII-XIII

A estrutura verbal já se manifesta em textos arcaicos do português, como em crônicas e documentos notariais da época, indicando o uso consolidado da expressão.

Momentos culturais

Século XX

Presente em obras literárias de autores como Machado de Assis e Clarice Lispector, onde a sutileza da comunicação é um elemento chave.

Atualidade

Utilizada em letras de música popular brasileira para expressar relacionamentos complexos e sentimentos não ditos.

Vida digital

A expressão é comum em comentários de redes sociais, fóruns e blogs, frequentemente usada para analisar intenções de terceiros ou para descrever situações ambíguas.

Pode aparecer em memes ou em legendas de vídeos que exploram a comunicação não verbal ou as entrelinhas de uma conversa.

Representações

Século XX - Atualidade

Frequentemente empregada em diálogos de novelas e filmes brasileiros para criar suspense, desenvolver personagens ou retratar conflitos interpessoais onde a comunicação é indireta.

Comparações culturais

Inglês: 'to imply', 'to hint at', 'to suggest'. Espanhol: 'dar a entender', 'insinuar', 'sugerir'. Francês: 'laisser entendre', 'suggérer'.

Relevância atual

A expressão 'dar a entender' continua extremamente relevante no português brasileiro, refletindo a importância da comunicação sutil e da interpretação de subtextos nas interações sociais e digitais. É uma ferramenta linguística versátil para descrever a complexidade das relações humanas e a arte de comunicar sem ser explícito.

Formação do Português

Séculos XII-XIII — A expressão 'dar a entender' surge como uma construção verbal a partir do verbo 'dar' (do latim 'dare', no sentido de conceder, tornar acessível) e do infinitivo 'entender' (do latim 'intendere', no sentido de dirigir a mente, compreender). A preposição 'a' conecta as duas ações, indicando o objetivo ou o resultado da ação de 'dar'.

Consolidação e Uso

Séculos XIV-XVIII — A expressão se consolida na língua portuguesa, aparecendo em textos literários e administrativos com o sentido de tornar algo compreensível, seja de forma explícita ou implícita. O uso se diversifica, abrangendo desde instruções claras até insinuações sutis.

Uso Moderno e Contemporâneo

Séculos XIX-Atualidade — A expressão 'dar a entender' mantém seu sentido principal de fazer compreender algo, mas ganha nuances de sutileza, insinuação e até mesmo de comunicação não verbal. É amplamente utilizada na fala cotidiana, na literatura, no jornalismo e em contextos informais.

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Locução verbal formada pelo verbo 'dar' + preposição 'a' + verbo 'entender'.

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