dariam-as-caras

Formada pela conjugação do verbo 'dar' no futuro do pretérito (dariam), seguido do pronome oblíquo átono 'as' e do substantivo 'caras'.

Origem

Século XVI

Deriva da locução verbal 'dar a cara' (aparecer, mostrar-se), com a adição do futuro do pretérito (condicional) 'dariam' e do plural 'as caras', formando uma construção hipotética ou de expectativa futura.

Mudanças de sentido

Século XVI - XVII

Sentido literal de aparecer em um futuro condicional.

Século XVIII - XIX

Adquire conotações de suspense, revelação, confronto ou assunção de responsabilidade.

Século XX - Atualidade

Mantém o sentido de aparecer, mas com nuances de impaciência, ironia, informalidade e expectativa por respostas ou soluções. → ver detalhes A expressão evoluiu de uma descrição mais neutra de um evento futuro para carregar um peso emocional e social maior, refletindo a impaciência humana com a demora ou a ocultação, e a expectativa por clareza e resolução.

Primeiro registro

Século XVI - XVII

Presença em textos literários e documentos que registram a formação do português brasileiro, embora a forma exata 'dariam as caras' possa ser mais tardia que a locução base 'dar a cara'.

Momentos culturais

Século XIX

Utilizada em romances de folhetim e narrativas históricas para criar suspense sobre a identidade de personagens ou a resolução de tramas.

Século XX

Presente em letras de música popular e em diálogos de filmes e novelas, frequentemente em situações de espera ou confronto.

Vida digital

Usada em redes sociais para expressar impaciência com a falta de respostas de figuras públicas ou empresas.

Pode aparecer em memes relacionados a situações de espera ou a pessoas que se escondem.

Comentários em notícias e posts sobre eventos que geram expectativa por revelações.

Comparações culturais

Inglês: 'show their faces', 'turn up', 'reveal themselves'. Espanhol: 'dar la cara', 'aparecer', 'presentarse'. A construção brasileira 'dariam as caras' enfatiza a condicionalidade e a pluralidade de forma mais explícita que as equivalentes em inglês e espanhol, que tendem a ser mais diretas.

Relevância atual

A expressão mantém sua relevância no português brasileiro como uma forma idiomática de expressar expectativa, impaciência e a necessidade de que pessoas ou informações se manifestem, especialmente em um contexto de comunicação rápida e muitas vezes evasiva.

Origem e Evolução

Século XVI - Início da formação do português brasileiro, com a expressão 'dar a cara' (aparecer, mostrar-se). O futuro condicional 'dariam' e o plural 'as caras' surgem como uma construção gramatical para expressar uma ação hipotética ou futura incerta. → ver detalhes A expressão 'dariam as caras' é uma construção gramatical que se desenvolveu a partir da locução verbal 'dar a cara', que já existia no português arcaico e se consolidou no português moderno. A forma 'dariam' é o futuro do pretérito (condicional) do verbo 'dar', indicando uma ação que poderia ocorrer sob certas condições. O plural 'as caras' refere-se às faces das pessoas que se apresentariam. A junção dessas partes cria uma ideia de um evento futuro, mas incerto ou dependente de circunstâncias, onde um grupo de pessoas se mostraria.

Consolidação e Uso

Séculos XVIII - XIX - A expressão se estabelece no vocabulário, frequentemente em contextos de expectativa, suspense ou até mesmo ameaça velada. O uso se dá em narrativas e conversas que antecipam um confronto ou uma revelação. → ver detalhes Durante este período, a expressão 'dariam as caras' era utilizada em contextos onde se esperava que indivíduos ou grupos se revelassem, muitas vezes em situações de conflito, investigação ou expectativa social. Por exemplo, em relatos de revoltas, disputas políticas ou mesmo em histórias de mistério, a frase poderia ser empregada para indicar que os responsáveis ou os envolvidos eventualmente se mostrariam, seja para assumir a culpa, seja para confrontar seus oponentes. A carga semântica podia variar de uma simples constatação de um evento futuro a uma advertência.

Uso Contemporâneo

Século XX - Atualidade - A expressão mantém seu sentido de aparecer, mostrar-se, mas com nuances que podem incluir ironia, impaciência ou um tom mais informal. É comum em contextos de espera por respostas, soluções ou pela aparição de pessoas que estão ausentes ou se escondendo. → ver detalhes No português brasileiro contemporâneo, 'dariam as caras' é uma expressão idiomática que carrega um sentido de expectativa, muitas vezes com um toque de impaciência ou até mesmo de desafio. Pode ser usada em situações cotidianas, como esperar por alguém que está atrasado, ou em contextos mais amplos, como a expectativa por respostas de autoridades ou a revelação de informações importantes. A informalidade é uma característica marcante, e a expressão pode ser encontrada em conversas informais, redes sociais e até mesmo em manchetes de notícias com um tom mais coloquial. A ideia de 'dar a cara' (aparecer) é reforçada pela pluralidade e pelo tempo verbal condicional, sugerindo que a aparição é esperada, mas não garantida, ou que depende de uma condição.

dariam-as-caras

Formada pela conjugação do verbo 'dar' no futuro do pretérito (dariam), seguido do pronome oblíquo átono 'as' e do substantivo 'caras'.

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