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de-modo-que

Origem na locução prepositiva 'de modo' com a conjunção 'que'.

Origem

Português Arcaico

Formada pela junção da preposição 'de' (do latim 'de'), do substantivo 'modo' (do latim 'modus', significando maneira, forma, medida) e da conjunção 'que' (do latim 'quod'). A estrutura 'de modo que' surge como uma locução conjuntiva.

Mudanças de sentido

Português Arcaico

Principalmente consecutiva, indicando o resultado de uma ação ou estado anterior.

Português Clássico

Consolidada como indicadora de consequência lógica ou causalidade. Ex: 'Ele estudou muito, de modo que passou no exame.'

A locução mantém sua função primária de conectar uma causa a um efeito, ou uma ação a sua consequência direta, sendo um marcador de raciocínio lógico.

Atualidade

Mantém o sentido original em contextos formais. Em contextos informais, a relação de consequência é frequentemente expressa por outras conjunções ou por elipses, tornando 'de modo que' menos comum na fala cotidiana.

A tendência à concisão na linguagem falada e digital favorece conectivos mais curtos ou a omissão explícita do marcador, confiando no contexto para inferir a relação de consequência.

Primeiro registro

Séculos XII-XIV

Registros em textos em português arcaico, como crônicas e documentos notariais, onde a estrutura já aparece com função conjuntiva.

Momentos culturais

Séculos XV-XVIII

Presença marcante na literatura clássica portuguesa e brasileira, como em obras de Camões, Padre Antônio Vieira e outros prosadores e poetas, onde é utilizada para estruturar argumentos e narrativas.

Século XIX

Continua a ser um elemento formal na prosa realista e naturalista, embora a linguagem falada já demonstrasse preferência por formas mais simples.

Vida digital

Atualidade

O uso de 'de modo que' é raro em redes sociais, fóruns e mensagens instantâneas. Comunicações digitais tendem a usar 'então', 'aí', 'então', 'logo', ou simplesmente a justaposição de frases para indicar consequência. Em artigos acadêmicos online e blogs formais, a locução ainda é empregada.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'so that', 'in such a way that', 'therefore'. Espanhol: 'de modo que', 'de manera que', 'así que'. O espanhol mantém uma estrutura muito similar. O inglês utiliza conectivos mais variados para expressar consequência.

Relevância atual

Atualidade

A locução 'de modo que' mantém sua relevância em contextos que exigem formalidade, clareza argumentativa e precisão semântica, como no discurso acadêmico, jurídico e literário. Na linguagem coloquial e digital, sua frequência diminuiu consideravelmente em favor de alternativas mais sintéticas.

Origem e Formação

Formado pela aglutinação de 'de', 'modo' e 'que', com raízes no latim. 'De' (preposição), 'modus' (maneira, forma) e 'quod' (que). A construção se consolida no português arcaico.

Consolidação e Uso Clássico

A locução conjuntiva 'de modo que' se estabelece como conectivo causal e consecutivo na prosa e poesia clássicas, indicando resultado ou consequência.

Evolução e Simplificação

Mantém seu uso formal, mas começa a ser substituída em contextos informais por formas mais curtas como 'então', 'aí', 'assim', 'então', 'logo'.

Uso Contemporâneo

Persiste em textos formais, acadêmicos e literários. Em linguagem coloquial e digital, seu uso é menos frequente, cedendo espaço a conectivos mais simples ou a estruturas de frase que implícita a relação de consequência.

de-modo-que

Origem na locução prepositiva 'de modo' com a conjunção 'que'.

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