deixando-passar

Composto do verbo 'deixar' e do verbo 'passar'.

Origem

Séculos XVI-XVII

Composta pelo verbo 'deixar' (latim 'laxare', soltar, afrouxar) e o gerúndio 'passar' (latim 'passare', caminhar, atravessar). A junção cria a ideia de 'deixar passar' no sentido literal de permitir a passagem.

Mudanças de sentido

Séculos XVI-XVII

Sentido literal: permitir a passagem física de pessoas ou objetos. Ex: 'Deixando passar o carro pelo portão'.

Séculos XVIII-XIX

Início do sentido figurado: permitir que algo ocorra sem impedimento ou fiscalização, muitas vezes por conveniência ou omissão. Ex: 'O guarda estava deixando passar os contrabandistas'.

Séculos XX-XXI

Consolidação do sentido de negligência proposital, conivência ou falha em agir diante de uma irregularidade ou problema. Ex: 'A empresa foi acusada de deixar passar irregularidades ambientais'.

No uso contemporâneo, 'deixando passar' pode implicar uma falha ética ou moral, uma omissão que tem consequências negativas. Em contextos informais, pode ser usado com um tom de resignação ou crítica à inércia. A definição 'Ação ou omissão de permitir que algo ocorra sem intervenção ou repreensão; negligência proposital' reflete este uso consolidado.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em textos literários e administrativos da época que indicam o uso do sentido literal de permitir a passagem. A transição para o sentido figurado é gradual e mais difícil de datar precisamente, mas já se observa em documentos do século XVIII.

Momentos culturais

Século XX

Frequentemente aparece em narrativas de corrupção, impunidade e falhas institucionais na literatura e no cinema brasileiro, refletindo a realidade social e política do país.

Atualidade

Usado em debates sobre ética pública, responsabilidade corporativa e justiça social, tanto em mídias tradicionais quanto em plataformas digitais.

Conflitos sociais

Séculos XX-XXI

A expressão está intrinsecamente ligada a discussões sobre corrupção, impunidade e a falta de fiscalização efetiva em diversas esferas da sociedade brasileira, gerando debates sobre responsabilidade e justiça.

Vida emocional

Séculos XX-XXI

A palavra carrega um peso negativo, associado à culpa, à cumplicidade, à frustração e à indignação. Evoca sentimentos de desconfiança em relação a instituições e indivíduos.

Vida digital

Atualidade

Presente em discussões online sobre política, escândalos e falhas de segurança. Pode aparecer em memes ou posts de redes sociais criticando a inércia ou a conivência.

Representações

Século XX-XXI

Comum em novelas, filmes e séries que abordam temas de crime, corrupção e dilemas morais, onde personagens frequentemente 'deixam passar' algo por medo, suborno ou conveniência.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'to let slide', 'to turn a blind eye', 'to overlook' (com nuances de negligência ou omissão). Espanhol: 'dejar pasar', 'hacer la vista gorda' (com sentido similar de permitir sem intervir ou fingir não ver). Francês: 'laisser passer', 'fermer les yeux'. Alemão: 'durchgehen lassen', 'ein Auge zudrücken'.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'deixando passar' mantém sua relevância como um termo crítico para descrever ações ou omissões que resultam em falhas de controle, corrupção ou negligência, sendo um componente importante no vocabulário de denúncia e análise social no Brasil.

Formação e Primeiros Usos

Séculos XVI-XVII — Formação a partir do verbo 'deixar' (do latim 'laxare', soltar, afrouxar) e do gerúndio 'passar' (do latim 'passare', caminhar, atravessar). Inicialmente, o sentido era literal: permitir que algo ou alguém passasse sem impedimento.

Desenvolvimento do Sentido Figurado

Séculos XVIII-XIX — O sentido figurado de 'permitir que algo ocorra sem intervenção' ou 'negligenciar' começa a se consolidar, especialmente em contextos de fiscalização, justiça ou deveres.

Consolidação e Uso Moderno

Séculos XX-XXI — A expressão se torna comum no vocabulário cotidiano e jurídico, adquirindo nuances de omissão deliberada, conivência ou falha em agir.

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Composto do verbo 'deixar' e do verbo 'passar'.

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