deixarao-de-lembrar
Construção verbal formada pelo verbo 'deixar' (do latim 'desixare') e a locução prepositiva 'de' seguida do verbo 'lembrar' (do latim 'liminiare').
Origem
Formação a partir dos verbos latinos 'liminare' (lembrar) e 'desilicare' (deixar), e do latim 'memorare' (trazer à memória). A construção é perifrástica, indicando a interrupção da ação de lembrar.
Mudanças de sentido
A ideia de 'cessar de recordar' é expressa de forma mais elaborada, com a construção 'deixar de lembrar' sendo uma alternativa ao simples 'esquecer'.
O verbo 'esquecer' torna-se a forma predominante. A construção 'deixar de lembrar' é mantida em contextos formais ou para ênfase. A forma aglutinada 'deixarao-de-lembrar' não é de uso corrente.
Primeiro registro
Registros de 'deixar de lembrar' em textos literários e documentos formais. A forma aglutinada 'deixarao-de-lembrar' não possui registros documentados como palavra única e de uso comum.
Vida emocional
A construção 'deixar de lembrar' carrega um peso de intencionalidade ou de um processo mais gradual de esquecimento, em contraste com o esquecimento súbito ou involuntário associado a 'esquecer'.
Comparações culturais
Inglês: 'to forget' (simples e direto). Espanhol: 'olvidar' ou 'dejar de recordar' (este último mais próximo da construção em português, mas também menos comum que 'olvidar'). Francês: 'oublier'. Alemão: 'vergessen'.
Relevância atual
A forma aglutinada 'deixarao-de-lembrar' não possui relevância no português brasileiro contemporâneo, sendo considerada uma construção atípica ou arcaica. O conceito de cessar de lembrar é expresso por 'deixar de lembrar' ou, mais comumente, por 'esquecer'.
Formação do Português
Séculos XII-XIII — Formação do verbo 'lembrar' a partir do latim 'liminare' (estar na soleira, limiar) e do substantivo 'lembrança' do latim 'memorare' (trazer à memória). A forma 'deixar' vem do latim 'desilicare' (desprender, soltar). A junção 'deixarao-de-lembrar' surge como uma construção verbal perifrástica, indicando a cessação de uma ação.
Uso Arcaico e Literário
Séculos XVI-XIX — A construção 'deixar de lembrar' ou formas similares aparecem em textos literários e documentos formais, denotando o ato de esquecer de forma mais elaborada e menos direta que o simples 'esquecer'. O uso de 'deixarao-de-lembrar' como uma única palavra composta é raro, mas a ideia de cessar a lembrança é expressa.
Modernidade e Era Digital
Séculos XX-XXI — O verbo 'esquecer' se consolida como a forma mais comum e direta. A construção 'deixar de lembrar' é usada em contextos que exigem mais formalidade ou ênfase. A forma aglutinada 'deixarao-de-lembrar' é praticamente inexistente na língua falada e escrita contemporânea, sendo mais um artefato linguístico ou uma forma hipotética de expressão.
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