deixarem-de-fazer

Formado pela combinação do verbo 'deixar', a preposição 'de' e o verbo 'fazer'.

Origem

Séculos XII-XIII

Construção verbal composta a partir do verbo 'deixar' (latim 'desixare') e do infinitivo 'fazer' (latim 'facere'), com a preposição 'de' marcando a interrupção da ação. O pronome 'se' pode indicar reflexividade ou omissão.

Mudanças de sentido

Séculos XII-XIII

Sentido primário de abstenção, omissão ou não realização de uma ação.

Séculos XIX-Atualidade

Manutenção do sentido original, com aplicação em diversos contextos da vida moderna, incluindo responsabilidades, deveres e ações cotidianas.

Primeiro registro

Séculos XIV-XVIII

Registros em documentos legais, crônicas e literatura da época, indicando uso corrente na língua portuguesa.

Momentos culturais

Séculos XIX-XX

Presença em obras literárias brasileiras, retratando situações de negligência ou omissão em contextos sociais e familiares.

Atualidade

Uso em debates sobre políticas públicas, responsabilidade social corporativa e deveres cívicos, frequentemente em notícias e artigos de opinião.

Vida digital

Atualidade

A expressão é utilizada em comentários de redes sociais, fóruns e em textos de notícias online para descrever a falta de ação ou cumprimento de obrigações. Não há registros de viralizações específicas da expressão como meme, mas seu uso é constante em discussões sobre temas diversos.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'to fail to do', 'to neglect to do', 'to omit'. Espanhol: 'dejar de hacer', 'omitir'. A estrutura verbal composta com preposição e infinitivo é comum em português, enquanto o inglês tende a usar verbos específicos ou construções mais diretas. O espanhol apresenta uma estrutura mais similar com 'dejar de hacer'.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'deixarem de fazer' continua sendo fundamental no português brasileiro para descrever a ausência de uma ação esperada ou devida. Sua relevância reside na clareza com que comunica a omissão, sendo empregada em contextos formais e informais para relatar falhas, negligências ou simplesmente a não realização de algo.

Formação do Português

Séculos XII-XIII — Formação do português arcaico. A expressão 'deixarem de fazer' surge como uma construção verbal composta, a partir do verbo 'deixar' (do latim 'desixare', de 'dis-' + 'siccare', secar, abandonar) e do infinitivo 'fazer' (do latim 'facere'). A preposição 'de' marca a separação ou interrupção da ação. O pronome 'se' (em 'deixarem-se de fazer') indica a ação reflexiva ou a omissão de uma ação que deveria ser feita.

Consolidação do Uso

Séculos XIV-XVIII — A expressão se consolida na língua portuguesa, sendo utilizada em diversos contextos para indicar a abstenção de uma ação. Registros em documentos legais, crônicas e literatura da época demonstram seu uso corrente.

Modernidade e Contemporaneidade

Séculos XIX-Atualidade — A expressão mantém seu sentido original, mas ganha nuances com o desenvolvimento de novas áreas do conhecimento e da comunicação. No Brasil, o uso é amplamente difundido em todos os registros linguísticos, do formal ao informal.

deixarem-de-fazer

Formado pela combinação do verbo 'deixar', a preposição 'de' e o verbo 'fazer'.

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