deixarem-de-fazer
Formado pela combinação do verbo 'deixar', a preposição 'de' e o verbo 'fazer'.
Origem
Construção verbal composta a partir do verbo 'deixar' (latim 'desixare') e do infinitivo 'fazer' (latim 'facere'), com a preposição 'de' marcando a interrupção da ação. O pronome 'se' pode indicar reflexividade ou omissão.
Mudanças de sentido
Sentido primário de abstenção, omissão ou não realização de uma ação.
Manutenção do sentido original, com aplicação em diversos contextos da vida moderna, incluindo responsabilidades, deveres e ações cotidianas.
Primeiro registro
Registros em documentos legais, crônicas e literatura da época, indicando uso corrente na língua portuguesa.
Momentos culturais
Presença em obras literárias brasileiras, retratando situações de negligência ou omissão em contextos sociais e familiares.
Uso em debates sobre políticas públicas, responsabilidade social corporativa e deveres cívicos, frequentemente em notícias e artigos de opinião.
Vida digital
A expressão é utilizada em comentários de redes sociais, fóruns e em textos de notícias online para descrever a falta de ação ou cumprimento de obrigações. Não há registros de viralizações específicas da expressão como meme, mas seu uso é constante em discussões sobre temas diversos.
Comparações culturais
Inglês: 'to fail to do', 'to neglect to do', 'to omit'. Espanhol: 'dejar de hacer', 'omitir'. A estrutura verbal composta com preposição e infinitivo é comum em português, enquanto o inglês tende a usar verbos específicos ou construções mais diretas. O espanhol apresenta uma estrutura mais similar com 'dejar de hacer'.
Relevância atual
A expressão 'deixarem de fazer' continua sendo fundamental no português brasileiro para descrever a ausência de uma ação esperada ou devida. Sua relevância reside na clareza com que comunica a omissão, sendo empregada em contextos formais e informais para relatar falhas, negligências ou simplesmente a não realização de algo.
Formação do Português
Séculos XII-XIII — Formação do português arcaico. A expressão 'deixarem de fazer' surge como uma construção verbal composta, a partir do verbo 'deixar' (do latim 'desixare', de 'dis-' + 'siccare', secar, abandonar) e do infinitivo 'fazer' (do latim 'facere'). A preposição 'de' marca a separação ou interrupção da ação. O pronome 'se' (em 'deixarem-se de fazer') indica a ação reflexiva ou a omissão de uma ação que deveria ser feita.
Consolidação do Uso
Séculos XIV-XVIII — A expressão se consolida na língua portuguesa, sendo utilizada em diversos contextos para indicar a abstenção de uma ação. Registros em documentos legais, crônicas e literatura da época demonstram seu uso corrente.
Modernidade e Contemporaneidade
Séculos XIX-Atualidade — A expressão mantém seu sentido original, mas ganha nuances com o desenvolvimento de novas áreas do conhecimento e da comunicação. No Brasil, o uso é amplamente difundido em todos os registros linguísticos, do formal ao informal.
Formado pela combinação do verbo 'deixar', a preposição 'de' e o verbo 'fazer'.