deixem-que
Origem no latim 'desixcare' (deixar) e 'quae' (que).
Origem
Formação a partir da junção da terceira pessoa do plural do presente do subjuntivo do verbo 'deixar' (do latim 'laxare', soltar, afrouxar) com a conjunção subordinativa 'que'.
Mudanças de sentido
Expressão de permissão, desejo, ordem ou sugestão, introduzindo orações subordinadas.
Percepção de formalidade ou arcaísmo em contextos informais, com preferência por contrações ou sinônimos.
Em muitos contextos informais do português brasileiro, a construção 'deixem que' pode ser substituída por 'deixem eles', 'deixem' seguido de infinitivo (se o sujeito for o mesmo), ou outras construções que soem mais naturais e menos formais.
Primeiro registro
Registros em documentos e textos literários que datam do período de formação do português moderno, onde a conjugação verbal e o uso de conjunções já estavam estabelecidos.
Momentos culturais
Presença em obras literárias clássicas da língua portuguesa, como em romances e peças teatrais, refletindo o uso formal da época.
Aparece em letras de música e roteiros de cinema e televisão, mas com uma frequência decrescente em diálogos informais, dando lugar a formas mais contraídas.
Vida digital
A forma 'deixem que' é raramente utilizada em contextos digitais informais como redes sociais, chats e mensagens instantâneas, onde a brevidade e a informalidade prevalecem. Pode aparecer em artigos de opinião, blogs ou discussões sobre gramática.
Comparações culturais
Inglês: A construção 'let them' + verbo (ex: 'let them go') é um paralelo funcional, mas a estrutura gramatical é diferente. Espanhol: 'dejen que' + subjuntivo (ex: 'dejen que vengan') é uma construção muito similar em forma e função. Francês: 'laissez que' + subjuntivo (ex: 'laissez qu'ils viennent') também é comparável. Alemão: 'lassen sie' + infinitivo (ex: 'lassen sie kommen') ou 'lassen sie, dass sie kommen' (mais formal) apresenta paralelos.
Relevância atual
A relevância de 'deixem que' reside em sua correção gramatical e em seu uso em contextos que exigem formalidade. No entanto, sua vitalidade no discurso cotidiano brasileiro é limitada pela tendência à simplificação linguística e à preferência por formas mais ágeis e contraídas.
Origem e Formação
Século XVI - Formação a partir da junção do verbo 'deixar' (do latim 'laxare', soltar, afrouxar) com a conjunção 'que'. Inicialmente, era uma construção verbal comum para expressar permissão ou desejo.
Evolução do Uso
Séculos XVII-XIX - Uso em contextos literários e formais, mantendo a estrutura verbal clara. A forma 'deixem que' era empregada para introduzir orações subordinadas substantivas objetivas ou subjetivas, expressando ordem, desejo ou permissão.
Modernização e Simplificação
Séculos XX-XXI - Tendência à simplificação e à aglutinação de formas em português brasileiro. A construção 'deixem que' começa a ser percebida como mais formal ou arcaica em certos contextos informais, com a preferência por outras estruturas.
Uso Contemporâneo
Atualidade - A forma 'deixem que' ainda é gramaticalmente correta e utilizada em contextos formais, literários e em discursos que buscam um registro mais cuidado. No entanto, no português brasileiro coloquial, há uma forte tendência à contração ou substituição por formas mais ágeis.
Origem no latim 'desixcare' (deixar) e 'quae' (que).