deixem-que

Origem no latim 'desixcare' (deixar) e 'quae' (que).

Origem

Século XVI

Formação a partir da junção da terceira pessoa do plural do presente do subjuntivo do verbo 'deixar' (do latim 'laxare', soltar, afrouxar) com a conjunção subordinativa 'que'.

Mudanças de sentido

Séculos XVII-XIX

Expressão de permissão, desejo, ordem ou sugestão, introduzindo orações subordinadas.

Séculos XX-XXI

Percepção de formalidade ou arcaísmo em contextos informais, com preferência por contrações ou sinônimos.

Em muitos contextos informais do português brasileiro, a construção 'deixem que' pode ser substituída por 'deixem eles', 'deixem' seguido de infinitivo (se o sujeito for o mesmo), ou outras construções que soem mais naturais e menos formais.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em documentos e textos literários que datam do período de formação do português moderno, onde a conjugação verbal e o uso de conjunções já estavam estabelecidos.

Momentos culturais

Séculos XVII-XIX

Presença em obras literárias clássicas da língua portuguesa, como em romances e peças teatrais, refletindo o uso formal da época.

Século XX

Aparece em letras de música e roteiros de cinema e televisão, mas com uma frequência decrescente em diálogos informais, dando lugar a formas mais contraídas.

Vida digital

Atualidade

A forma 'deixem que' é raramente utilizada em contextos digitais informais como redes sociais, chats e mensagens instantâneas, onde a brevidade e a informalidade prevalecem. Pode aparecer em artigos de opinião, blogs ou discussões sobre gramática.

Comparações culturais

Inglês: A construção 'let them' + verbo (ex: 'let them go') é um paralelo funcional, mas a estrutura gramatical é diferente. Espanhol: 'dejen que' + subjuntivo (ex: 'dejen que vengan') é uma construção muito similar em forma e função. Francês: 'laissez que' + subjuntivo (ex: 'laissez qu'ils viennent') também é comparável. Alemão: 'lassen sie' + infinitivo (ex: 'lassen sie kommen') ou 'lassen sie, dass sie kommen' (mais formal) apresenta paralelos.

Relevância atual

Atualidade

A relevância de 'deixem que' reside em sua correção gramatical e em seu uso em contextos que exigem formalidade. No entanto, sua vitalidade no discurso cotidiano brasileiro é limitada pela tendência à simplificação linguística e à preferência por formas mais ágeis e contraídas.

Origem e Formação

Século XVI - Formação a partir da junção do verbo 'deixar' (do latim 'laxare', soltar, afrouxar) com a conjunção 'que'. Inicialmente, era uma construção verbal comum para expressar permissão ou desejo.

Evolução do Uso

Séculos XVII-XIX - Uso em contextos literários e formais, mantendo a estrutura verbal clara. A forma 'deixem que' era empregada para introduzir orações subordinadas substantivas objetivas ou subjetivas, expressando ordem, desejo ou permissão.

Modernização e Simplificação

Séculos XX-XXI - Tendência à simplificação e à aglutinação de formas em português brasileiro. A construção 'deixem que' começa a ser percebida como mais formal ou arcaica em certos contextos informais, com a preferência por outras estruturas.

Uso Contemporâneo

Atualidade - A forma 'deixem que' ainda é gramaticalmente correta e utilizada em contextos formais, literários e em discursos que buscam um registro mais cuidado. No entanto, no português brasileiro coloquial, há uma forte tendência à contração ou substituição por formas mais ágeis.

deixem-que

Origem no latim 'desixcare' (deixar) e 'quae' (que).

PalavrasConectando idiomas e culturas