delgada
Do latim 'delicatus', que significa delicado, fino.
Origem
Deriva do latim vulgar 'delicatus', com significados como 'suave', 'frágil', 'requintado', 'mimoso'. A raiz latina 'delicare' remete a 'agradar', 'deleitar'.
Mudanças de sentido
Originalmente associado à suavidade, fragilidade e delicadeza.
Mantém o sentido de fino, esguio, delicado, aplicado a objetos, traços físicos e até mesmo a comportamentos.
O sentido principal de 'fino', 'esguio', 'delicado' se mantém, mas a palavra perdeu popularidade em favor de sinônimos como 'fino', 'magro', 'esguio', 'delicado'. Seu uso é mais restrito a contextos formais ou literários. → ver detalhes
Em textos literários, 'delgada' pode ser usada para evocar uma imagem de elegância sutil ou fragilidade poética. Por exemplo, a descrição de uma 'figura delgada' ou uma 'luz delgada'. No uso cotidiano, palavras como 'magro', 'esguio' ou 'fino' são preferidas pela sua maior simplicidade e frequência.
Primeiro registro
Registros em textos galego-portugueses, como os da lírica trovadoresca, onde o termo já aparece com o sentido de 'fino' ou 'esguio'.
Momentos culturais
A palavra aparece em obras de autores como Camões, Machado de Assis e outros, em descrições que buscam um vocabulário mais elaborado e poético para caracterizar formas e aparências.
Comparações culturais
Inglês: 'Slender', 'thin', 'delicate'. Espanhol: 'delgado/a', 'esbelto/a', 'fino/a'. O espanhol 'delgado' é um cognato direto e mantém um uso mais frequente e similar ao português antigo. O inglês 'delicate' compartilha a raiz latina, mas seu uso é mais amplo, abrangendo também a ideia de 'sutil' ou 'requintado' em outros contextos.
Relevância atual
A palavra 'delgada' possui baixa frequência no vocabulário coloquial brasileiro atual. Sua relevância reside em contextos literários, poéticos ou em descrições formais que buscam um vocabulário mais erudito ou específico para denotar finura e esguiez.
Origem Latina e Entrada no Português
Século XIII - Deriva do latim vulgar 'delicatus', que significa 'suave', 'frágil', 'requintado'. Chega ao português através do galego-português.
Uso Medieval e Moderno
Idade Média a Século XIX - Usada para descrever algo fino, esguio, delicado, com conotações de fragilidade ou elegância. Presente em textos literários e descritivos.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX e Atualidade - Mantém o sentido de 'fino', 'esguio', 'delicado', mas com uso menos frequente na linguagem coloquial, sendo mais comum em contextos literários ou formais. Pode aparecer em descrições de objetos, paisagens ou, raramente, de pessoas.
Do latim 'delicatus', que significa delicado, fino.