desagradar-se

des- (prefixo de negação) + agradar + -se (pronome reflexivo).

Origem

Séculos XII-XIII

Formado em português a partir do prefixo latino 'des-' (negação, oposição) e do verbo 'agradar', que tem origem no latim vulgar *adgradare, derivado de 'gradus' (passo, grau). A adição do pronome reflexivo '-se' indica que a ação recai sobre o próprio sujeito.

Mudanças de sentido

Séculos XII-XIII

Sentido primário: sentir desgosto, contrariedade, aborrecimento.

Séculos XIV-XVIII

Consolidação do sentido de sentir-se contrariado ou ofendido por algo ou alguém.

Séculos XIX-Atualidade

Manutenção do sentido primário, com ênfase em causar má impressão em contextos sociais. A forma não reflexiva 'desagradar' é mais comum para a ação de causar o desagrado.

Primeiro registro

Idade Média

Registros em textos medievais em português já demonstram o uso da forma reflexiva 'desagradar-se', indicando sua integração precoce na língua.

Momentos culturais

Séculos XV-XVIII

Presente em obras literárias clássicas, como em crônicas e romances, descrevendo reações emocionais de personagens a eventos ou pessoas.

Século XX

Utilizado em diálogos de novelas e filmes para expressar descontentamento ou insatisfação de personagens em situações cotidianas ou dramáticas.

Vida emocional

Associada a sentimentos negativos como frustração, aborrecimento, desgosto e insatisfação. Carrega um peso de descontentamento pessoal.

Vida digital

Menos comum em gírias digitais ou memes, mas aparece em comentários e discussões online expressando desaprovação ou crítica a conteúdos, produtos ou comportamentos.

Buscas relacionadas a 'como não desagradar' ou 'o que desagrada as pessoas' podem surgir em contextos de etiqueta social ou marketing.

Representações

Século XX - Atualidade

Frequentemente empregado em diálogos de novelas, filmes e séries para retratar personagens que se sentem contrariados, ofendidos ou que expressam descontentamento com situações ou outras pessoas.

Comparações culturais

Inglês: 'to displease', 'to disoblige', 'to disgruntle'. O uso reflexivo em português ('desagradar-se') enfatiza a experiência interna do sujeito, enquanto em inglês o foco pode ser mais na ação de desagradar o outro. Espanhol: 'desagradar', 'disgustar'. O espanhol 'desagradar' é um cognato direto e carrega sentido similar, podendo ser usado reflexivamente ('desagradarse') com a mesma ênfase na experiência pessoal. Francês: 'déplaire', 'ne pas plaire'. O francês 'se déplaire' também existe e reflete o sentido de não se sentir bem ou satisfeito em um lugar ou situação.

Relevância atual

A palavra 'desagradar-se' mantém sua relevância no português brasileiro como um termo formal e preciso para descrever o ato de sentir desgosto ou contrariedade. É utilizada em contextos que exigem clareza na expressão de sentimentos negativos, embora formas mais coloquiais possam ser preferidas em conversas informais.

Formação do Português

Séculos XII-XIII — Formação do verbo 'desagradar' a partir do prefixo de negação 'des-' e do verbo 'agradar', este vindo do latim vulgar *adgradare, que por sua vez deriva do latim gradus (passo, grau). A forma reflexiva 'desagradar-se' surge como uma naturalização do ato de sentir desagrado.

Consolidação e Uso

Séculos XIV-XVIII — O verbo 'desagradar-se' se estabelece no vocabulário português, com seu sentido primário de sentir contrariedade ou aborrecimento. Registros literários e documentais da época já empregam a forma reflexiva.

Modernidade e Contemporaneidade

Séculos XIX-Atualidade — O uso de 'desagradar-se' se mantém estável em seu sentido principal, mas a palavra ganha nuances em contextos específicos, como em interações sociais onde a má impressão é o foco. A forma não reflexiva 'desagradar' também é amplamente utilizada para expressar a ação de causar desagrado.

desagradar-se

des- (prefixo de negação) + agradar + -se (pronome reflexivo).

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