desanimar-se-de
Não aplicável, pois não é um vocábulo reconhecido.
Origem
Do latim 'desanimare', composto por 'des-' (privação) e 'animus' (alma, espírito, coragem).
Mudanças de sentido
Expressão de perda de vontade ou coragem em relação a um objetivo específico, com uso formal da preposição 'de'.
A construção completa 'desanimar-se-de' caiu em desuso, sendo substituída por formas mais simples como 'desanimar-se' ou 'desanimar' com outras preposições ou sem preposição.
A simplificação gramatical é um fenômeno comum na evolução das línguas. A forma 'desanimar-se-de' exigia uma concordância e regência que se tornaram menos intuitivas para falantes modernos, que preferem estruturas mais diretas e menos marcadas pela formalidade.
Primeiro registro
Registros em textos medievais em latim vulgar e nos primórdios do português, onde a regência verbal com preposições era mais flexível e influenciada pelo latim clássico. A forma exata 'desanimar-se-de' pode ser encontrada em manuscritos literários e jurídicos da época.
Momentos culturais
Presente em obras literárias românticas e realistas, onde a descrição de estados de espírito e a luta contra adversidades eram temas recorrentes. A forma completa conferia um tom mais erudito e dramático.
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente seria 'to lose heart in/about something', mas a forma com preposição dupla e pronome reflexivo ('lose heart oneself of') é inexistente. Espanhol: Similarmente, a forma 'desanimarse de algo' existe, mas a construção com pronome reflexivo e preposição dupla ('desanimarse de') é a norma, e não uma forma arcaica como em português. O português brasileiro moderno tende a simplificar para 'desanimar de' ou 'desanimar com'.
Relevância atual
A construção 'desanimar-se-de' é considerada arcaica e não faz parte do vocabulário ativo do português brasileiro. Seu uso é restrito a contextos acadêmicos, estudos linguísticos ou em citações de textos antigos. A palavra 'desanimar' em si, em suas formas simplificadas, mantém alta relevância, expressando a perda de ânimo, motivação ou esperança.
Origem Latina e Formação
Século XIII - Deriva do latim 'desanimare', que significa 'tirar o ânimo', 'desfazer o espírito'. Composto pelo prefixo 'des-' (negação, privação) e 'animus' (alma, espírito, coragem). A forma 'desanimar-se-de' é uma construção gramatical que indica a ação de perder o ânimo em relação a algo específico, com o pronome reflexivo 'se' e a preposição 'de'.
Evolução no Português
Idade Média a Século XIX - A forma 'desanimar-se-de' era utilizada em textos mais formais e literários para expressar a perda de vontade ou coragem em face de um obstáculo ou objetivo. O uso da preposição 'de' era comum para especificar o objeto da desmotivação. Exemplo: 'desanimar-se de lutar'.
Uso Contemporâneo e Simplificação
Século XX a Atualidade - A construção 'desanimar-se-de' tornou-se arcaica e rara no português brasileiro contemporâneo. A tendência linguística é a simplificação, levando ao uso predominante de 'desanimar-se' ou 'desanimar' seguido diretamente do objeto (sem preposição) ou com preposições mais comuns como 'com' ou 'em'. A forma completa é raramente encontrada fora de citações históricas ou textos com intenção arcaizante.
Não aplicável, pois não é um vocábulo reconhecido.