desdenhavam-se
Derivado de 'des-' (negação) + 'denodo' (ousadia, coragem) ou possivelmente de origem incerta, com sentido de desprezo.
Origem
Deriva do latim 'dedignari', composto por 'de-' (prefixo de afastamento, negação) e 'dignari' (considerar digno, honrar), significando literalmente 'rejeitar como indigno', 'desprezar'.
Mudanças de sentido
O sentido original de 'considerar indigno' ou 'rejeitar com desprezo' se manteve na evolução para o português.
O verbo 'desdenhar' e suas conjugações, como 'desdenhavam-se', eram empregados para descrever atos de superioridade, altivez e aversão, frequentemente em contextos de nobreza ou de conflitos sociais.
A forma 'desdenhavam-se' carrega um peso de formalidade e distanciamento, refletindo uma ação que pode ser tanto mútua (eles desdenhavam uns aos outros) quanto reflexiva (eles desdenhavam a si mesmos, embora menos comum).
O sentido de desprezo e indiferença se mantém, mas o uso da forma 'desdenhavam-se' é mais restrito à escrita formal e literária. A ênclise ('desdenhavam-se') soa arcaica para muitos falantes nativos em contextos informais, que preferem a próclise ('se desdenhavam').
A palavra 'desdém' (o substantivo) é mais comum no uso cotidiano para expressar o sentimento. A conjugação verbal específica 'desdenhavam-se' evoca um registro mais elevado ou um contexto histórico.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses e galegos já demonstram o uso do verbo 'desdenhar' e suas conjugações, incluindo formas que evoluíram para 'desdenhavam-se'.
Momentos culturais
O verbo 'desdenhar' e suas conjugações, como 'desdenhavam-se', aparecem frequentemente em obras de Camões, Machado de Assis e outros autores clássicos, descrevendo relações sociais, amorosas e de poder onde o desprezo era um elemento central.
Embora a forma 'desdenhavam-se' seja rara em letras de música popular contemporânea devido à sua formalidade, o conceito de desdém é explorado em diversas canções, muitas vezes com vocabulário mais acessível.
Conflitos sociais
A atitude de 'desdenhar' era frequentemente associada às classes mais altas em relação às mais baixas, ou entre diferentes grupos sociais, refletindo hierarquias e preconceitos. A forma 'desdenhavam-se' poderia descrever a interação entre esses grupos.
Vida emocional
A palavra 'desdenhavam-se' carrega um peso emocional de superioridade, arrogância e rejeição. Evoca sentimentos de mágoa, humilhação e ressentimento em quem é alvo do desdém.
Vida digital
A forma 'desdenhavam-se' é raramente encontrada em contextos digitais informais. Buscas por 'desdém' ou 'desdenhar' são mais comuns. A conjugação específica é mais provável em citações de textos clássicos ou em discussões sobre gramática e etimologia.
Representações
Em produções que retratam épocas passadas, a forma 'desdenhavam-se' pode ser utilizada em diálogos para conferir autenticidade e formalidade à linguagem, descrevendo interações entre personagens de classes sociais distintas ou em situações de conflito.
Comparações culturais
Inglês: 'They disdained each other' ou 'They used to disdain each other' (para o pretérito imperfeito). O verbo 'to disdain' carrega um sentido similar de desprezo superior. Espanhol: 'Se despreciaban' ou 'Se desdeñaban'. O verbo 'desdeñar' é um cognato direto e carrega o mesmo sentido de desdém e desprezo, com conjugações similares.
Relevância atual
A forma 'desdenhavam-se' é um marcador de registro formal e literário no português brasileiro contemporâneo. Seu uso é mais comum em textos escritos, acadêmicos ou em citações de obras clássicas. Na linguagem falada, a tendência é a próclise ('se desdenhavam') ou a substituição por sinônimos como 'desprezavam-se', 'rejeitavam-se' ou 'ignoravam-se', dependendo da nuance.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'desdenhar' tem origem no latim 'dedignari', que significa 'considerar indigno', 'rejeitar com desprezo'. A forma 'desdenhavam-se' é uma conjugação verbal na terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo, com o pronome oblíquo átono 'se' em ênclise, indicando uma ação recíproca ou reflexiva.
Uso Medieval e Moderno Inicial
Idade Média ao Século XVIII - A palavra 'desdenhar' e suas conjugações, como 'desdenhavam-se', eram usadas em contextos literários e cotidianos para expressar a atitude de superioridade, desprezo ou aversão a algo ou alguém. A ênclise do pronome 'se' era comum na norma culta.
Uso Contemporâneo e Mudanças
Século XIX à Atualidade - A forma 'desdenhavam-se' continua a ser utilizada na norma culta, especialmente em textos literários, históricos ou formais. No entanto, a tendência na língua falada e em contextos informais é a próclise ('se desdenhavam') ou a substituição por sinônimos mais diretos.
Derivado de 'des-' (negação) + 'denodo' (ousadia, coragem) ou possivelmente de origem incerta, com sentido de desprezo.