deveriam-ser
Combinação do verbo 'dever' com o pronome 'se'.
Origem
O verbo 'dever' deriva do latim 'debere', que significa 'ter dívida', 'ser obrigado'. O pronome 'se' tem origem no pronome latino 'se', 'sese'. A junção e a conjugação no pretérito imperfeito ('-iam') são desenvolvimentos do latim para o português.
Mudanças de sentido
Principalmente indicando obrigação ou probabilidade passada. Ex: 'Os viajantes deveriam-se preparar para a longa jornada.'
Mantém o sentido de obrigação/probabilidade passada, mas pode ser usado com maior flexibilidade em contextos informais para expressar sugestão ou dúvida sobre o que era esperado. Ex: 'Eles deveriam-se ter lembrado de trazer o mapa.'
Primeiro registro
Registros em textos literários e documentos legais da época já demonstram o uso da conjugação do verbo 'dever' com pronomes oblíquos, incluindo a forma 'deveriam-se' em contextos que indicam obrigação ou probabilidade passada. (Referência: corpus_literatura_colonial.txt)
Momentos culturais
Presente em romances realistas e naturalistas, descrevendo ações esperadas ou obrigações sociais de personagens. (Referência: corpus_literatura_realista.txt)
Utilizado em roteiros de novelas e filmes para expressar dilemas morais ou expectativas não cumpridas. (Referência: corpus_roteiros_novelas.txt)
Vida digital
A forma 'deveriam-se' é menos comum em interações digitais informais, que tendem a simplificar estruturas verbais. No entanto, aparece em comentários, fóruns e textos mais elaborados online, mantendo seu sentido formal.
Buscas online frequentemente focam em dúvidas gramaticais sobre o uso correto de 'deveriam-se' versus outras construções. (Referência: dados_buscas_linguisticas.txt)
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente seria 'they should have' ou 'they ought to have', expressando uma obrigação ou probabilidade passada. Espanhol: 'deberían' (sem o pronome 'se' explícito na mesma forma, mas o sentido de obrigação/probabilidade passada é similar, ou 'se deberían' dependendo da construção). Francês: 'ils auraient dû' (condicional passado para expressar o que deveria ter acontecido).
Relevância atual
A forma 'deveriam-se' mantém sua relevância em contextos que exigem precisão gramatical e formalidade, como na escrita acadêmica, jurídica e literária. Em conversas informais, pode soar um pouco arcaica ou excessivamente formal, mas seu uso é compreendido e gramaticalmente correto.
Formação Verbal e Uso Inicial
Século XVI - Presente: A forma 'deveriam-se' é a junção do verbo 'dever' na terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo ('deveriam') com o pronome oblíquo átono 'se'. Essa construção se estabelece com a própria evolução da conjugação verbal e do uso pronominal no português.
Evolução do Uso e Contextos
Séculos XVI - XIX: Uso em contextos formais e literários, indicando obrigação, probabilidade ou desejo no passado. Anos 1950 - 1980: Continua presente na escrita formal e em discursos que expressam hipóteses sobre ações passadas. Anos 1990 - Atualidade: Mantém o uso formal, mas também aparece em contextos informais, por vezes com nuances de dúvida ou sugestão.
Combinação do verbo 'dever' com o pronome 'se'.