encher-nos-emos
Derivado do latim 'implere', com adição de pronomes átonos.
Origem
O verbo 'encher' tem origem no latim 'implere', que significa 'tornar cheio', 'preencher'. A construção 'encher-nos-emos' é uma conjugação específica do português, combinando o verbo 'encher' na primeira pessoa do plural do futuro do subjuntivo ('encher-nos') com o pronome oblíquo átono 'se' em ênclise ('-emos'). A forma completa seria 'nós nos encheremos', mas a estrutura com ênclise ('encher-nos-emos') era uma possibilidade gramatical.
Mudanças de sentido
O sentido original é literal: 'tornar-se cheio', 'ocupar um espaço', 'satisfazer uma necessidade ou desejo'. Não há evidências de ressignificações profundas para esta forma verbal específica, que se manteve ligada ao sentido primário do verbo 'encher'.
Primeiro registro
Registros de formas verbais com ênclise, como 'encher-nos-emos', podem ser encontrados em textos medievais e renascentistas da língua portuguesa, como crônicas, hinos religiosos e literatura poética. A documentação exata de 'encher-nos-emos' como forma isolada é difícil sem acesso a um corpus específico de textos arcaicos, mas a estrutura gramatical é característica do período.
Momentos culturais
Presente em obras literárias que buscavam um registro formal ou poético, como em textos religiosos ou épicos, onde a gramática da época permitia e incentivava a ênclise. Exemplo hipotético: 'Quando os corações se encherem de fé, nós nos encheremos de esperança'.
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente seria 'we will fill ourselves' ou 'we will be filled', utilizando o futuro simples e a voz passiva ou reflexiva. A ênclise não existe em inglês. Espanhol: A forma seria 'nos llenaremos', utilizando o futuro simples e a ênclise do pronome reflexivo 'nos' antes do verbo, similar à estrutura do português, mas sem a complexidade do futuro do subjuntivo. Francês: Seria 'nous nous remplirons', também no futuro simples com pronome reflexivo. Alemão: 'Wir werden uns füllen', futuro simples com verbo auxiliar 'werden' e pronome reflexivo.
Relevância atual
A forma 'encher-nos-emos' possui relevância quase nula no português brasileiro contemporâneo falado e escrito informalmente. Sua importância reside no âmbito da gramática histórica e normativa, servindo como um exemplo de conjugação verbal e colocação pronominal do passado. É uma forma que evoca um registro linguístico arcaico e erudito.
Origem Latina e Formação do Português
Século XII-XIII — O verbo 'encher' deriva do latim 'implere', que significa 'tornar cheio'. A forma 'encher-nos-emos' é uma construção gramatical do português, combinando o verbo no futuro do subjuntivo com pronomes oblíquos átonos em ênclise (pronome antes do verbo).
Uso Arcaico e Formal
Séculos XV-XIX — A forma 'encher-nos-emos' era mais comum em textos formais, literários e religiosos, refletindo a gramática da época, onde a ênclise era a norma em muitos contextos. O sentido era literal: 'nós nos encheremos'.
Declínio do Uso e Mudança Gramatical
Século XX — Com a evolução da gramática normativa e a preferência pela próclise (pronome antes do verbo) em muitos contextos, especialmente no português brasileiro falado, formas como 'nós nos encheremos' tornaram-se mais comuns. A forma 'encher-nos-emos' passou a soar arcaica e excessivamente formal.
Atualidade e Uso Restrito
Século XXI — A forma 'encher-nos-emos' é raramente utilizada na comunicação cotidiana no Brasil. Seu uso é praticamente restrito a contextos literários que buscam um efeito de arcaísmo, a estudos gramaticais sobre a evolução da língua, ou a um registro extremamente formal e erudito.
Derivado do latim 'implere', com adição de pronomes átonos.