encurtamo-nos
encurtar (verbo) + nos (pronome oblíquo).
Origem
Do latim 'curtus' (curto), com o prefixo intensificador 'in-' e o sufixo verbal '-are'. A adição do pronome reflexivo 'nos' forma a construção 'encurtamo-nos'.
Mudanças de sentido
Principalmente 'tornar-se mais curto' ou 'diminuir a duração de algo'.
O sentido de 'tornar-se mais curto' persiste, mas a construção 'encurtamo-nos' é substituída por 'nos encurtamos' ou 'encurtamos' (transitivo).
Primeiro registro
Registros em textos literários e religiosos da época, como sermões e crônicas, que utilizavam a norma culta mais formal. (Referência: corpus_literario_antigo.txt)
Momentos culturais
Presente em obras literárias que buscavam um registro linguístico mais erudito ou arcaizante, como em alguns textos de Padre Antônio Vieira ou em poesia barroca e arcádica.
Vida digital
A forma 'encurtamo-nos' raramente aparece em contextos digitais, exceto em discussões sobre gramática histórica ou em citações de textos antigos. Não há registros de viralização ou uso em memes.
Comparações culturais
Inglês: A construção reflexiva direta 'we shorten ourselves' é gramaticalmente possível, mas raramente usada com o sentido de 'tornar-se mais curto'. O mais comum seria 'we shorten it' (transitivo) ou 'it shortens' (intransitivo). Espanhol: A forma 'nos acortamos' é o equivalente direto e é usada com mais frequência que a forma portuguesa arcaica, tanto para 'tornar-se mais curto' quanto para 'diminuir a duração'.
Francês: 'Nous nous raccourcissons' é a forma reflexiva direta e é usada, embora 'raccourcir' (transitivo) seja mais comum. Italiano: 'Ci accorciamo' é a forma reflexiva, mas 'accorciare' (transitivo) é mais frequente.
Relevância atual
A forma 'encurtamo-nos' tem relevância quase nula no português brasileiro contemporâneo, sendo um vestígio gramatical de um período em que a colocação pronominal e o uso de pronomes reflexivos eram mais flexíveis e formais. O verbo 'encurtar' em suas formas transitivas e intransitivas é amplamente utilizado.
Origem Latina e Formação
Século XVI - Deriva do latim 'curtus' (curto) com o prefixo 'in-' (intensidade) e o sufixo '-are' (verbo). A forma 'encurtar' surge na Península Ibérica. A adição do pronome reflexivo 'nos' ('encurtamo-nos') é uma construção gramatical que se desenvolve com o português.
Uso Arcaico e Literário
Séculos XVII-XIX - A forma 'encurtamo-nos' é encontrada em textos literários e religiosos, refletindo uma gramática mais formal e com maior uso de pronomes oblíquos átonos em posições que hoje seriam menos comuns. O sentido principal é 'tornar-se mais curto' ou 'diminuir a duração'.
Declínio do Uso e Ressignificação
Século XX - A forma 'encurtamo-nos' torna-se cada vez mais rara no uso coloquial, sendo substituída por construções como 'nos encurtamos' ou simplesmente 'encurtamos' (com o sentido de encurtar algo para si mesmo). O sentido de 'tornar-se mais curto' em si é mantido, mas a construção gramatical específica perde popularidade.
Uso Contemporâneo e Digital
Século XXI - A forma 'encurtamo-nos' é raríssima no português brasileiro falado e escrito. Sua aparição é quase exclusiva em contextos de estudo da língua, análise de textos antigos ou como um exemplo de arcaísmo gramatical. O verbo 'encurtar' (sem o pronome reflexivo ou com a próclise 'nos encurtamos') é o padrão.
encurtar (verbo) + nos (pronome oblíquo).