entreguei-na-mao

Composição do verbo 'entregar' com o pronome oblíquo átono 'a' (referindo-se a algo) e o advérbio 'mão'.

Origem

Séculos XV-XVI

Deriva do verbo 'entregar' (latim 'intregare') e da locução adverbial 'na mão', que indica a forma de entrega direta. O pronome 'a' (referindo-se a 'mão') é frequentemente omitido na fala corrente, mas sua presença é implícita na estrutura da frase.

Mudanças de sentido

Séculos XV-XIX

Sentido literal: entrega física e direta de um objeto ou documento para a posse de outra pessoa, sem intermediários.

Séculos XX-XXI

Sentido figurado: pode indicar a transferência de responsabilidade, confiança ou a conclusão de um processo de forma pessoal e direta. Ex: 'Entreguei o projeto na mão do chefe'.

A metáfora se baseia na ideia de que a mão é o ponto de contato direto e pessoal. A ausência de intermediários sugere transparência, urgência ou importância.

Primeiro registro

Séculos XVII-XVIII

Registros em cartas pessoais, documentos administrativos e literatura da época, indicando o uso corrente da expressão para descrever transações e comunicações diretas. (Referência: corpus_literatura_colonial.txt)

Momentos culturais

Século XX

Frequentemente utilizada em romances e novelas para descrever a entrega de documentos importantes, cartas de amor ou objetos de valor, enfatizando a dramaticidade ou a intimidade do ato.

Atualidade

Presente em letras de música e diálogos de filmes e séries, mantendo seu valor descritivo e, por vezes, adicionando um tom de urgência ou confidencialidade.

Vida digital

Anos 2000 - Atualidade

A expressão é usada em fóruns online, redes sociais e aplicativos de mensagem para descrever a entrega de informações, arquivos ou tarefas. Pode aparecer em contextos de trabalho remoto ou em discussões sobre segurança de dados.

Atualidade

Ocasionalmente usada em memes ou posts de humor para exagerar a simplicidade ou a obviedade de uma ação. Ex: 'Entreguei o trabalho na mão do professor, como ele pediu'.

Comparações culturais

Inglês: 'hand over', 'deliver directly into someone's hands'. Espanhol: 'entregar en mano', 'poner en manos de'. A ideia de entrega direta é universal, mas a formulação específica varia. O inglês 'hand over' é mais comum para transferências de poder ou objetos. O espanhol 'entregar en mano' é uma tradução quase literal e de uso similar.

Francês: 'remettre en mains propres'. Alemão: 'persönlich übergeben'.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'entreguei-na-mão' (ou variações) continua sendo uma forma clara e direta de descrever a ação de entrega pessoal. Sua relevância reside na simplicidade e na ênfase na ausência de intermediários, o que pode ser importante em contextos de segurança, confiança ou eficiência.

Origem e Formação no Português

Séculos XV-XVI — Formação da expressão a partir do verbo 'entregar' (do latim 'intregare', tornar inteiro, restituir) e do pronome oblíquo átono 'a' (referindo-se a 'mão'). A locução 'na mão' surge como um advérbio de modo, indicando a forma como a entrega é feita.

Consolidação e Uso

Séculos XVII-XIX — A expressão 'entreguei-a na mão' (ou variações como 'entreguei na mão') se consolida na língua falada e escrita, referindo-se à entrega direta e pessoal de um objeto ou documento.

Uso Contemporâneo

Séculos XX-XXI — A expressão mantém seu sentido literal, mas também pode ser usada metaforicamente para indicar confiança, responsabilidade direta ou a ausência de intermediários em processos.

entreguei-na-mao

Composição do verbo 'entregar' com o pronome oblíquo átono 'a' (referindo-se a algo) e o advérbio 'mão'.

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