Palavras

espera-se-que

Combinação do verbo 'esperar' (latim 'sperare') com o pronome apassivado 'se' e a conjunção 'que'.

Origem

Séculos XII-XIII

Formada pela junção do verbo 'esperar' (latim *sperare*, ter esperança, aguardar), do pronome apassivador/reflexivo 'se' e da conjunção subordinativa 'que' (latim *quae*). A estrutura impessoal se desenvolve a partir do latim vulgar.

Mudanças de sentido

Formação do Português

Inicialmente, a estrutura 'esperar-se' já indicava uma expectativa ou desejo de forma impessoal.

Séculos XV-XVIII

Consolidação como marcador de orações subjetivas e objetivas diretas, com ênfase na impessoalidade e formalidade.

Século XXI

Mantém a função gramatical, mas pode ser percebida como formal ou até um pouco arcaica em contextos muito informais. A tendência é o uso em contextos que exigem maior formalidade ou objetividade.

Em conversas informais, é comum a substituição por 'tomara que', 'que bom se', ou simplesmente a omissão da estrutura impessoal, dependendo do verbo principal. Ex: 'Acha que vai chover' em vez de 'Espera-se que ele ache que vai chover'.

Primeiro registro

Séculos XV-XVI

Registros em textos literários e administrativos da época, como crônicas e documentos oficiais, onde a impessoalidade era valorizada. (Referência: corpus_literatura_arcaica.txt)

Momentos culturais

Século XIX

Presente em romances realistas e naturalistas, frequentemente em diálogos ou narrações que refletem expectativas sociais ou presságios. (Referência: corpus_literatura_seculo_XIX.txt)

Meados do Século XX

Utilizada em discursos políticos e jornalísticos para apresentar projeções e expectativas de forma neutra. (Referência: corpus_jornalismo_meados_XX.txt)

Vida digital

Atualidade

A expressão é comum em notícias online, artigos de opinião e comunicados oficiais. Em redes sociais, pode aparecer em posts mais formais ou em citações.

Atualidade

Menos comum em memes ou linguagem viral, onde a concisão e o humor direto são preferidos. Quando aparece, pode ser para criar um efeito de ironia ou formalidade exagerada.

Comparações culturais

Inglês: 'It is expected that' ou 'One expects that'. Espanhol: 'Se espera que'. Francês: 'On s'attend à ce que'. Alemão: 'Es wird erwartet, dass'.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'espera-se que' mantém sua relevância gramatical e funcional no português brasileiro, sendo um marcador de impessoalidade e expectativa. Seu uso é mais frequente em contextos formais, acadêmicos, jornalísticos e administrativos, onde a objetividade e a distanciamento do emissor são desejados. Em contrapartida, em contextos informais e de comunicação rápida, como mensagens instantâneas e redes sociais, a tendência é a simplificação ou o uso de sinônimos mais diretos.

Formação do Português

Séculos XII-XIII — Formação da locução verbal 'esperar' (do latim *sperare*) + pronome 'se' (partícula apassivadora ou reflexiva) + conjunção 'que' (do latim *quae*). A estrutura se consolida com a evolução do português arcaico.

Consolidação Gramatical

Séculos XV-XVIII — A expressão 'espera-se que' ganha espaço na escrita formal e literária, funcionando como uma forma impessoal de expressar expectativas ou suposições, especialmente em textos com tom mais objetivo ou formal.

Uso Moderno e Diversificação

Séculos XIX-XX — A expressão se torna comum na imprensa, na literatura e na linguagem falada, mantendo sua função de introduzir orações subordinadas substantivas subjetivas ou objetivas diretas, com um tom de formalidade moderada.

Atualidade e Contexto Digital

Século XXI — A expressão 'espera-se que' continua em uso, mas sua formalidade pode ser percebida como excessiva em contextos informais. No ambiente digital, pode ser substituída por formas mais diretas ou informais, mas ainda é recorrente em notícias, artigos e comunicações oficiais.

espera-se-que

Combinação do verbo 'esperar' (latim 'sperare') com o pronome apassivado 'se' e a conjunção 'que'.

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