estar-em-risco
Combinação do verbo 'estar', preposição 'em' e substantivo 'risco'.
Origem
Estar: do latim 'stare' (permanecer, ficar). Em: do latim 'in' (dentro de, em). Risco: do latim 'reccum' (rocha, perigo).
A locução 'estar em risco' se forma no português, combinando elementos latinos para expressar a ideia de estar exposto a um perigo ou dano iminente.
Mudanças de sentido
Inicialmente ligada a perigos físicos concretos, como naufrágios ou acidentes.
Ampliação para riscos sociais, econômicos e políticos, como desemprego, pobreza e instabilidade governamental.
Expansão para riscos abstratos e modernos, como riscos cibernéticos, riscos à saúde mental, riscos ambientais e riscos de desinformação. → ver detalhes A expressão se adapta para descrever vulnerabilidades em novas esferas da vida humana, refletindo a complexidade do mundo contemporâneo.
Primeiro registro
Registros em crônicas e relatos de viagens da época, descrevendo situações de perigo em expedições e colonização. (Referência: corpus_textos_historicos_brasil.txt)
Momentos culturais
Frequente em canções de protesto e literatura engajada, retratando a vulnerabilidade social e política.
Presente em documentários sobre mudanças climáticas, crises econômicas e questões de segurança pública.
Conflitos sociais
A expressão é frequentemente usada para descrever grupos sociais em situação de vulnerabilidade, como populações em áreas de risco, minorias étnicas ou pessoas em situação de pobreza extrema. (Referência: corpus_analise_social.txt)
Vida emocional
Associada a sentimentos de apreensão, medo, urgência e, por vezes, impotência. Pode também evocar a necessidade de ação e proteção.
Vida digital
Termo comum em notícias online, artigos de opinião e discussões em redes sociais sobre segurança, saúde e finanças. Buscas por 'estar em risco' frequentemente associadas a alertas de segurança e notícias de desastres. (Referência: dados_buscas_online.txt)
Utilizada em hashtags como #riscoambiental, #saudementalemrisco, #segurancadigital.
Representações
Presente em títulos de filmes e séries que abordam suspense, desastres naturais, crises financeiras ou dilemas morais onde personagens enfrentam perigo iminente.
Comparações culturais
Inglês: 'at risk', 'in danger'. Espanhol: 'en riesgo', 'en peligro'. Ambas as línguas possuem expressões equivalentes que denotam a mesma ideia de vulnerabilidade e perigo iminente, com uso similar em contextos formais e informais.
Relevância atual
A expressão 'estar em risco' é fundamental para descrever e analisar as múltiplas vulnerabilidades que indivíduos e sociedades enfrentam no século XXI, desde ameaças ambientais e tecnológicas até questões de saúde pública e segurança. Sua relevância se mantém alta em discursos de prevenção, alerta e conscientização.
Origem e Formação
Século XVI - Formação do português brasileiro a partir do português europeu, com a junção do verbo 'estar' (do latim 'stare', permanecer) e a preposição 'em' (do latim 'in', dentro de, em) com o substantivo 'risco' (do latim 'reccum', rocha, perigo). A expressão 'estar em risco' surge como uma locução prepositiva para indicar uma condição de perigo.
Consolidação e Ampliação de Uso
Séculos XIX e XX - A expressão se consolida no vocabulário formal e informal, sendo utilizada em diversos contextos, desde a segurança física até a vulnerabilidade econômica e social. Ganha força em relatos jornalísticos e documentos oficiais.
Uso Contemporâneo e Digital
Século XXI - A expressão 'estar em risco' mantém sua força e é amplamente utilizada em notícias, debates sociais, relatórios ambientais e de segurança. Na era digital, torna-se comum em discussões sobre segurança cibernética, saúde mental e riscos de investimentos.
Combinação do verbo 'estar', preposição 'em' e substantivo 'risco'.