estava-a-acabar
Combinação do verbo auxiliar 'estar' (pretérito imperfeito), a preposição 'a' e o verbo principal no infinitivo.
Origem
Formação a partir do verbo 'acabar' (latim 'acabare'), preposição 'a' e verbo auxiliar 'estar' no pretérito imperfeito ('estava'). A duplicação do 'a' ('estava-a-acabar') é uma construção que denota iminência, comum em português arcaico e em variantes regionais.
Mudanças de sentido
Indicação de ação prestes a ocorrer ou a terminar, com ênfase na iminência.
Considerada arcaica ou regional, substituída por 'estava acabando' ou 'ia acabar' para expressar a mesma ideia de iminência.
A preferência brasileira pelo gerúndio ('estava acabando') em detrimento da construção com preposição e infinitivo ('estava a acabar') é uma característica marcante da evolução do português no Brasil. A forma 'estava-a-acabar' com hífen é ainda mais rara e estilizada.
Primeiro registro
Registros em textos literários e documentos administrativos que refletem o português da época, com a construção 'estar a + infinitivo' sendo comum.
Momentos culturais
Presença em obras literárias que buscavam retratar a linguagem da época ou em traduções de obras portuguesas, onde a forma era mais natural.
Uso em obras literárias que intencionalmente resgatam o português arcaico ou em contextos de representação de personagens mais velhos ou de regiões específicas.
Representações
Pode aparecer em diálogos de personagens que representam épocas passadas ou que falam com um sotaque ou registro linguístico específico, remetendo ao português europeu ou arcaico.
Comparações culturais
Inglês: 'was about to' ou 'was on the verge of'. Espanhol: 'estaba a punto de' ou 'iba a'. Francês: 'était sur le point de'. Italiano: 'stava per'.
Relevância atual
No Brasil, a locução 'estava-a-acabar' é raramente usada no cotidiano, sendo mais um marcador de estilo literário ou regional. Sua compreensão é imediata, mas sua produção espontânea é baixa, contrastando com a predominância de 'estava acabando' ou 'ia acabar'.
Origem e Formação no Português
Séculos XV-XVI — Formação da locução verbal a partir do verbo 'acabar' (do latim 'acabare') e da preposição 'a', com o verbo auxiliar 'estar' no pretérito imperfeito do indicativo ('estava'). A repetição do 'a' ('estava-a-acabar') reforça a ideia de iminência, característica do português arcaico e de algumas variantes regionais.
Evolução e Uso Regional
Séculos XVII-XIX — A forma 'estava a acabar' (sem o hífen e com a repetição do 'a') era mais comum em Portugal e em algumas regiões do Brasil. No Brasil, a tendência para a simplificação e a preferência pela construção com gerúndio ('estava acabando') ganha força, mas a forma arcaica persiste em contextos específicos.
Uso Contemporâneo no Brasil
Séculos XX-XXI — A locução 'estava-a-acabar' (ou variações como 'estava a acabar') é considerada arcaica ou regional no português brasileiro padrão, sendo mais comum em textos literários que buscam evocar um estilo antigo ou em falas de regiões com forte influência do português europeu. O uso mais corrente no Brasil para expressar iminência é 'estava acabando' ou 'ia acabar'.
Combinação do verbo auxiliar 'estar' (pretérito imperfeito), a preposição 'a' e o verbo principal no infinitivo.