evitar-se-ia
Do latim 'evitare', com o pronome 'se' e a desinência verbal '-ia'.
Origem
Do latim 'evitare', que significa 'evitar', 'fugir de'. O verbo 'evitar' foi formado a partir do prefixo 'e-' (fora) e 'vitare' (evitar, fugir).
Mudanças de sentido
Sentido primário de 'afastar-se de', 'fugir de', 'prevenir-se contra'.
O sentido de 'prevenir', 'impedir', 'livrar-se de' se consolida, mantendo-se estável até a atualidade. A forma verbal 'evitar-se-ia' carrega a nuance de uma ação hipotética ou condicional no passado ou futuro.
Primeiro registro
Registros em textos literários e documentos oficiais que já demonstram o uso da ênclise em tempos verbais específicos, incluindo o futuro do pretérito, como em 'evitar-se-ia' para expressar hipóteses ou desejos.
Momentos culturais
Presente em obras literárias de autores como Machado de Assis e Eça de Queirós, onde a estrutura gramatical era parte da norma culta e conferia elegância e formalidade ao texto.
Comparações culturais
Inglês: A estrutura equivalente seria 'one would avoid it' ou 'it would be avoided', onde a voz passiva ou o pronome 'one' cumprem funções similares de generalização ou distanciamento, mas sem a complexidade da ênclise verbal. Espanhol: 'se evitaría', onde o pronome 'se' precede o verbo (próclise) na maioria dos contextos, refletindo uma tendência sintática diferente da do português clássico. Francês: 'on éviterait' ou 'cela serait évité', utilizando o pronome indefinido 'on' ou a voz passiva para expressar a ideia.
Relevância atual
A forma 'evitar-se-ia' é considerada arcaica ou excessivamente formal no português brasileiro contemporâneo. Seu uso é restrito a contextos muito específicos que demandam um registro linguístico elevado, como em documentos legais ou textos acadêmicos de alta formalidade. Na comunicação do dia a dia, estruturas com próclise ('se evitaria') ou outras construções são preferidas.
Origem Latina e Formação do Verbo
Século XIII - O verbo 'evitar' deriva do latim 'evitare', composto por 'e-' (fora, de) e 'vitare' (evitar, fugir de). A forma 'evitar-se-ia' é uma construção gramatical que se desenvolveu ao longo do tempo, com a ênclise do pronome 'se' em tempos verbais específicos.
Evolução Gramatical e Uso Literário
Séculos XIV-XIX - A estrutura com pronome oblíquo em ênclise ('evitar-se-ia') era comum na norma culta, especialmente na escrita literária e formal, refletindo a sintaxe do português arcaico e clássico. O sentido de 'prevenir', 'impedir' ou 'fugir de algo' se mantém estável.
Mudança Sintática e Declínio da Ênclise
Século XX - Com a simplificação da sintaxe e a preferência pela próclise (pronome antes do verbo) em muitos contextos, especialmente no português falado e em gêneros textuais menos formais, o uso de 'evitar-se-ia' tornou-se menos frequente, soando mais erudito ou arcaico.
Uso Contemporâneo e Contexto Atual
Século XXI - A forma 'evitar-se-ia' é raramente utilizada na comunicação cotidiana no Brasil, sendo mais encontrada em textos acadêmicos, jurídicos, literários de cunho histórico ou em situações que demandam um registro linguístico extremamente formal e polido. O sentido de 'prevenir' ou 'impedir' permanece, mas a estrutura gramatical é vista como menos natural.
Do latim 'evitare', com o pronome 'se' e a desinência verbal '-ia'.