evitar-se-iam

Derivado do verbo latino 'evitare', com os pronomes 'se' e 'iam'.

Origem

Latim

Do latim 'evitare', composto por 'e-' (fora) e 'vitare' (evitar, fugir). O sentido original é livrar-se de algo ou alguém.

Mudanças de sentido

Latim Vulgar ao Português Medieval

O sentido de 'livrar-se de', 'fugir de' ou 'prevenir' se mantém. A complexidade da forma 'evitar-se-iam' reside na conjugação verbal e na colocação pronominal, não em uma mudança semântica radical.

Século XX em diante

A principal 'mudança' não é de sentido, mas de frequência e preferência na colocação do pronome. 'Se evitariam' ganha espaço sobre 'evitar-se-iam' na linguagem corrente.

A preferência pela próclise ('se evitariam') em detrimento da ênclise ('evitar-se-iam') é uma tendência geral da língua portuguesa falada no Brasil, influenciada pela oralidade e pela menor rigidez gramatical em contextos informais. A forma enclítica 'evitar-se-iam' é mantida em textos formais, literários e acadêmicos para preservar a norma culta.

Primeiro registro

Séculos XIII-XIV

Registros em crônicas e documentos legais da época, onde a conjugação verbal e a colocação pronominal refletiam o uso medieval do português.

Momentos culturais

Período Colonial e Imperial

Presente em obras literárias de autores como Machado de Assis e José de Alencar, em suas formas mais eruditas e formais.

Século XX

Utilizada em manuais de instrução, leis e documentos oficiais que exigiam precisão e formalidade.

Vida digital

A forma 'evitar-se-iam' é raramente encontrada em conteúdos digitais informais, sendo mais comum em artigos acadêmicos, notícias e sites de gramática.

Buscas por 'evitar-se-iam' geralmente estão ligadas a dúvidas gramaticais sobre a colocação pronominal.

A forma 'se evitariam' é a predominante em redes sociais e fóruns de discussão.

Comparações culturais

Inglês: A estrutura condicional hipotética seria expressa com 'would be avoided' (voz passiva) ou 'they would avoid it' (voz ativa). A colocação pronominal não é um fator. Espanhol: 'se evitarían' (voz passiva com 'se') ou 'ellos evitarían' (voz ativa). A forma com 'se' é análoga ao português 'se evitariam'. Francês: 'on éviterait' (voz ativa com pronome indefinido 'on') ou 'serait évité' (voz passiva). A colocação pronominal é diferente.

Relevância atual

A forma 'evitar-se-iam' é um marcador de formalidade e erudição na língua portuguesa brasileira contemporânea. Seu uso indica um registro linguístico elevado, comum em textos acadêmicos, jurídicos e literários que buscam a norma culta.

Em contraste, a forma 'se evitariam' é a mais utilizada na comunicação cotidiana, refletindo a tendência da língua falada no Brasil.

Origem Etimológica e Latim Vulgar

Século XIII — Deriva do latim 'evitare', que significa 'evitar', 'fugir de', 'livrar-se de'. O verbo 'evitare' é formado por 'e-' (fora) e 'vitare' (evitar, fugir).

Entrada no Português e Evolução Medieval

Séculos XIII-XIV — A palavra 'evitar' e suas conjugações começam a aparecer em textos em português, com o sentido original de livrar-se de algo ou alguém. O pronome oblíquo átono 'se' e a desinência de modo/tempo '-iam' (indicativo imperfeito, 3ª pessoa do plural) são elementos gramaticais que se unem à raiz verbal.

Uso Clássico e Formal

Séculos XV-XIX — A forma 'evitar-se-iam' é utilizada em contextos formais, literários e jurídicos, mantendo o sentido de uma ação hipotética que seria evitada por um sujeito plural ou por si mesma. A colocação pronominal enclítica (depois do verbo) era comum na escrita formal.

Uso Moderno e Coloquial

Século XX-Atualidade — A forma 'evitar-se-iam' ainda é gramaticalmente correta, mas a colocação pronominal proclítica ('se evitariam') torna-se mais frequente na fala e na escrita informal. A forma enclítica é reservada para contextos mais eruditos ou para ênfase.

evitar-se-iam

Derivado do verbo latino 'evitare', com os pronomes 'se' e 'iam'.

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