farejavam

Do latim 'fariculare', com influência do grego 'phrygánon' (feno).

Origem

Século XIV

Do latim vulgar *fascinare*, relacionado a *fascinum* (encantamento, feitiço). O sentido original pode ter incluído a ideia de 'lançar um feitiço' ou 'encantar', além do sentido de sentir cheiro.

Mudanças de sentido

Séculos XV-XVI

O sentido primário de sentir cheiro se estabelece. O sentido figurado de investigar ou pressentir começa a emergir.

Séculos XVII-XVIII

O sentido figurado de investigar, desconfiar ou procurar algo com perspicácia se torna mais comum, especialmente em contextos de espionagem ou detetives.

Atualidade

Mantém os sentidos literal (sentir cheiro) e figurado (investigar, pressentir, desconfiar).

A forma verbal 'farejavam' evoca uma ação passada, contínua ou habitual, conferindo um tom de narrativa ou descrição a eventos que ocorriam. Pode ser usada para descrever a busca por algo, seja um cheiro físico ou uma informação oculta.

Primeiro registro

Registros do verbo 'farejar' datam dos séculos XIV-XV em textos antigos da língua portuguesa. A forma 'farejavam' aparece em textos literários e administrativos a partir do século XV, indicando o uso consolidado da conjugação verbal.

Momentos culturais

Século XIX

Presente em obras literárias realistas e naturalistas, onde o ato de farejar (literal ou figurado) é usado para descrever a investigação de personagens ou a percepção aguçada de seus instintos.

Século XX

Utilizado em romances policiais e histórias de aventura, reforçando a ideia de detetives ou heróis que 'farejavam' pistas ou perigos.

Comparações culturais

Inglês: 'sniffed' (literalmente sentir cheiro) ou 'sniffed out' (investigou, descobriu). Espanhol: 'olfateaban' (literalmente sentir cheiro) ou 'husmeaban' (investigavam, bisbilhotavam). O sentido figurado de investigação e desconfiança é comum em ambas as línguas, embora a origem etimológica do português com 'feitiço' seja particular.

Relevância atual

A palavra 'farejavam' mantém sua relevância em contextos formais e literários. No discurso cotidiano, pode ser usada de forma mais coloquial para expressar desconfiança ou investigação perspicaz, mantendo a carga semântica de 'farejar' algo no ar.

Origem Etimológica

Século XIV - Deriva do latim vulgar *fascinare*, que por sua vez vem do latim clássico *fascinum* (encantamento, feitiço, olho gordo). Inicialmente, o verbo 'farejar' referia-se ao ato de sentir cheiros, especialmente de forma instintiva ou animal, mas também podia ter conotações de 'lançar um feitiço' ou 'encantar'.

Evolução e Entrada no Português

Séculos XV-XVI - O verbo 'farejar' se consolida no português com o sentido primário de sentir cheiro. A forma 'farejavam' é a terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo, indicando uma ação contínua ou habitual no passado. O uso para 'investigar' ou 'desconfiar' começa a se desenvolver.

Uso Contemporâneo

Atualidade - 'Farejavam' é uma forma verbal dicionarizada e formal, utilizada tanto no sentido literal de sentir cheiros (ex: 'Os cães farejavam a presa') quanto no sentido figurado de investigar, pressentir ou desconfiar de algo (ex: 'Os detetives farejavam a verdade').

farejavam

Do latim 'fariculare', com influência do grego 'phrygánon' (feno).

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