fazer-caso
Formado pela locução verbal 'fazer' + substantivo 'caso'.
Origem
Verbo 'facere' (fazer) + substantivo 'casus' (evento, acontecimento, situação).
Formação da locução verbal 'fazer caso', inicialmente com o sentido de 'dar atenção a um evento' ou 'considerar uma situação'.
Mudanças de sentido
Evolução de 'dar atenção' para 'dar importância', com início da conotação de excesso.
Consolidação do sentido de 'dar importância excessiva', 'ser pretensioso' ou 'dar-se importância'. Frequentemente usado de forma irônica ou crítica.
A expressão pode ser usada para descrever alguém que se leva muito a sério, que se considera mais importante do que é, ou que dá atenção desmedida a algo trivial. Em alguns contextos, pode ser uma crítica à vaidade ou ao orgulho.
Primeiro registro
Registros em textos literários e administrativos da época, indicando o uso inicial de 'dar atenção' ou 'considerar'.
Momentos culturais
Presente em obras de Machado de Assis e outros autores do século XIX, frequentemente em diálogos que retratam a sociedade e suas vaidades.
Utilizada em letras de músicas para descrever personagens ou situações de arrogância ou excesso de autovalorização.
Vida emocional
A expressão 'fazer caso' carrega, em seu uso mais comum, um peso de crítica, ironia ou desaprovação, associada a sentimentos de desdém ou ridicularização de quem 'faz caso'.
Vida digital
Presente em redes sociais, fóruns e comentários online, frequentemente em tom jocoso ou de crítica a comportamentos de 'influencers' ou figuras públicas que parecem 'fazer caso' de si mesmos.
Pode aparecer em memes ou em gírias digitais para descrever alguém que se acha muito importante ou que reage exageradamente a algo.
Representações
Personagens que 'fazem caso' são frequentemente retratados como cômicos, arrogantes ou ridículos, servindo como alívio cômico ou como antagonistas.
Comparações culturais
Inglês: 'to make a fuss about', 'to be full of oneself', 'to put on airs'. Espanhol: 'darse importancia', 'creerse mucho'. Francês: 'se donner de l'importance', 'faire des manières'.
Relevância atual
A expressão 'fazer caso' mantém sua relevância no português brasileiro como uma forma coloquial e muitas vezes crítica de descrever a pretensão, a vaidade ou a excessiva autovalorização de indivíduos ou grupos. É uma expressão viva no cotidiano, especialmente em contextos informais e de crítica social.
Origem e Formação no Português
Séculos XV-XVI — A expressão 'fazer caso' surge da junção do verbo 'fazer' (do latim facere) com o substantivo 'caso' (do latim casus, evento, acontecimento, situação). Inicialmente, significava 'dar atenção a um acontecimento' ou 'considerar algo'.
Evolução do Sentido: De Considerar a Valorizar
Séculos XVII-XIX — O sentido evolui para 'dar importância a algo ou alguém', 'preocupar-se com'. Começa a adquirir a conotação de 'dar importância excessiva', especialmente em contextos sociais e de etiqueta.
Uso Moderno e Contemporâneo
Séculos XX-XXI — Consolida-se o sentido de 'dar importância excessiva', 'dar-se importância', 'ser pretensioso' ou 'ser vaidoso'. O uso pode ser neutro, mas frequentemente carrega uma conotação pejorativa ou irônica.
Formado pela locução verbal 'fazer' + substantivo 'caso'.