fazer-crer
Composição de 'fazer' (verbo) e 'crer' (verbo).
Origem
Composto pelo verbo 'fazer' (latim FACERE, 'realizar', 'executar') e o verbo 'crer' (latim CREDERE, 'acreditar'). A estrutura 'fazer + infinitivo' é comum na formação de verbos causativos ou de indução.
Mudanças de sentido
O sentido principal é o de ludibriar, enganar, fazer alguém acreditar em algo falso. Exemplo: 'O charlatão tentou fazer crer que curava a doença com água benta.'
O sentido de enganar persiste, mas pode haver nuances. Em contextos de ficção ou performance, pode significar criar uma ilusão convincente. Em marketing, pode ser a arte de persuadir o consumidor.
A expressão pode ser usada para descrever a habilidade de um artista em imergir o público em sua obra, ou a estratégia de uma campanha publicitária em criar uma imagem desejável para um produto, sem necessariamente implicar má-fé explícita, mas sim uma 'mentira' aceita dentro de um contexto específico.
Primeiro registro
Registros em textos literários e jurídicos da época já indicam o uso da expressão com o sentido de enganar ou iludir. (Referência: corpus_literario_antigo.txt)
Momentos culturais
Presente em peças teatrais e narrativas que exploram temas de engano e trapaça, como em comédias de costumes. (Referência: corpus_teatro_barroco.txt)
Utilizado em romances e filmes que retratam golpes, fraudes e manipulações psicológicas.
Vida digital
A expressão 'fazer crer' aparece em discussões online sobre fake news, golpes virtuais e teorias conspiratórias, reforçando seu sentido de induzir a crenças falsas.
Pode ser usada em memes ou comentários irônicos para descrever situações onde alguém tenta convencer os outros de algo absurdo.
Comparações culturais
Inglês: 'to make believe', 'to lead someone to believe', 'to deceive'. Espanhol: 'hacer creer', 'engañar'. A estrutura verbal composta é similar em espanhol. Em inglês, 'to make believe' pode ter uma conotação mais lúdica (imaginar), enquanto 'to deceive' é mais direto para enganar.
Francês: 'faire croire', 'tromper'. Similar à estrutura portuguesa e espanhola.
Relevância atual
A expressão mantém sua relevância no contexto da desinformação e das 'fake news', sendo fundamental para descrever o ato de manipular a opinião pública ou induzir indivíduos a aceitar narrativas falsas. É um termo chave em discussões sobre credibilidade e verdade na era digital.
Origem e Entrada no Português
Século XV/XVI — Formado pela junção do verbo 'fazer' (do latim FACERE) e o substantivo 'crer' (do latim CREDERE). A construção verbal composta surge para expressar a ação de induzir alguém a acreditar em algo.
Evolução do Sentido
Séculos XVI-XIX — Predominantemente usado em contextos de engano, ludibrio e falsidade. A conotação negativa de 'enganar' se consolida.
Uso Moderno e Contemporâneo
Século XX-Atualidade — Mantém o sentido de enganar, mas também pode ser usado de forma mais branda para descrever a persuasão ou a criação de uma ilusão, especialmente em contextos de entretenimento, marketing ou ficção.
Composição de 'fazer' (verbo) e 'crer' (verbo).