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fazer-pouco-caso

Combinação do verbo 'fazer' com a locução prepositiva 'pouco caso'.

Origem

Século XVI

Formada pela junção do verbo 'fazer' (do latim 'facere', fazer, realizar) com o advérbio 'pouco' (do latim 'paucus', pequeno em quantidade) e o substantivo 'caso' (do latim 'casus', acontecimento, situação). A combinação resulta na ideia de dar pouca importância a um 'caso' ou situação.

Mudanças de sentido

Século XVI

Sentido primário de não dar atenção, desconsiderar.

Séculos XVII-XIX

Consolidação do sentido de desprezo, desdém, indiferença.

Século XX - Atualidade

Mantém o sentido de descaso, mas pode ser usada para indicar priorização ou desapego estratégico. → ver detalhes

Em contextos mais informais e na cultura digital, 'fazer pouco caso' pode ser interpretado como uma forma de não se deixar abalar por trivialidades ou de focar em objetivos maiores, sem se prender a detalhes irrelevantes. A nuance pode variar de um desprezo genuíno a uma atitude de 'deixar para lá' de forma mais leve.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em textos literários e documentos administrativos da época indicam o uso da locução, embora a data exata do primeiro registro escrito seja difícil de precisar devido à natureza evolutiva da língua. (corpus_textos_antigos.txt)

Momentos culturais

Séculos XVII-XIX

Presente em obras de autores como Gregório de Matos e Machado de Assis, refletindo o uso social e literário da época. (literatura_brasileira_periodo_colonial.txt)

Anos 1980-1990

Utilizada em letras de músicas populares para expressar desilusão amorosa ou indiferença social.

Vida digital

Anos 2010 - Atualidade

A locução aparece em memes e comentários em redes sociais, muitas vezes com um tom irônico ou de empoderamento, indicando a recusa em se importar com críticas ou situações negativas. (redes_sociais_analise.txt)

Anos 2010 - Atualidade

Buscas online por 'como não fazer pouco caso de mim' ou 'o que significa fazer pouco caso' indicam a busca por compreensão e autodefesa contra o descaso alheio. (google_trends_linguagem.txt)

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'to make light of', 'to disregard', 'to not care about'. Espanhol: 'hacer poco caso', 'no hacer caso', 'despreciar'. A estrutura 'fazer pouco caso' é diretamente paralela ao espanhol 'hacer poco caso', indicando uma influência histórica ou uma construção semântica similar. O inglês apresenta mais variações para expressar a ideia. (comparativo_linguistico_geral.txt)

Relevância atual

Atualidade

A locução 'fazer pouco caso' continua sendo amplamente utilizada no português brasileiro, tanto na fala quanto na escrita. Sua relevância se mantém pela expressividade em comunicar atitudes de indiferença, desprezo ou, em contextos mais modernos, de autoproteção emocional e foco em prioridades. (uso_linguistico_contemporaneo.txt)

Formação e Primeiros Usos

Século XVI - Início da formação da locução verbal 'fazer pouco caso' a partir da junção do verbo 'fazer' com o advérbio 'pouco' e o substantivo 'caso'. O sentido inicial remete à ação de dar pouca atenção ou consideração a algo ou alguém.

Consolidação e Difusão

Séculos XVII-XIX - A locução se consolida no vocabulário português, sendo utilizada em diversos contextos literários e cotidianos para expressar desdém, indiferença ou falta de apreço. Registros em obras literárias da época demonstram seu uso corrente.

Uso Contemporâneo e Ressignificações

Século XX - Atualidade - A locução mantém seu sentido principal de desprezo ou descaso, mas também pode ser usada de forma mais branda para indicar uma priorização de outras questões ou uma atitude de não se preocupar excessivamente com algo. Ganha novas nuances com a influência da cultura digital.

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Combinação do verbo 'fazer' com a locução prepositiva 'pouco caso'.

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