figurinos

Do francês 'figurant', que significa figurante, figurino. Deriva do latim 'figurare', dar forma.

Origem

Século XVI

Do latim 'figura', que significa forma, imagem, aparência. O sufixo '-ino' (do latim '-inus') indica relação ou pertencimento. Assim, 'figurino' remete a algo que compõe ou está relacionado à figura, à aparência visual de alguém ou algo.

Mudanças de sentido

Século XVI - XVIII

Inicialmente, o termo 'figurino' podia se referir a um pequeno retrato ou a um adorno relacionado à figura. No contexto teatral, começou a designar o conjunto de vestimentas que compunham a aparência de um personagem.

Século XIX - XX

Consolida-se como o conjunto de roupas, adereços e maquiagem que caracterizam um personagem em uma performance artística (teatro, ópera, circo). Passa a ser um elemento crucial na construção da identidade visual e narrativa.

A profissionalização do teatro e do cinema no Brasil impulsionou o uso técnico e específico da palavra 'figurino', associando-a a designers e costureiros especializados.

Século XXI

Além do uso técnico em artes, 'figurino' é usado para descrever o vestuário de eventos específicos (festas a fantasia, casamentos temáticos) e, coloquialmente, para o conjunto de roupas de uma pessoa que reflete um estilo ou intenção particular. A ideia de 'montar um figurino' para o dia a dia ganha força.

A influência de redes sociais e influenciadores digitais populariza a noção de 'figurino' como uma expressão de identidade e estilo pessoal, extrapolando o contexto artístico.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em textos literários e teatrais portugueses da época já indicam o uso de 'figurino' para descrever vestimentas teatrais. A entrada no português brasileiro se dá com a colonização e o desenvolvimento cultural.

Momentos culturais

Século XIX

Companhias de teatro europeias e brasileiras estabelecem a importância do figurino na encenação, influenciando a estética das peças e a percepção do público.

Anos 1930-1950

A Era de Ouro do Cinema Brasileiro e o desenvolvimento das rádios com teleteatros e novelas radiofônicas solidificam o conceito de figurino como elemento de caracterização de personagens icônicos.

Anos 1970-1980

A televisão brasileira, com suas novelas de grande audiência, populariza o 'figurino' como um reflexo de tendências de moda e comportamento, influenciando o vestuário do público em geral.

Atualidade

Festivais de cultura pop, eventos de cosplay e a ascensão de influenciadores digitais que criam conteúdo temático elevam o 'figurino' a uma forma de expressão artística e de identidade pessoal, muitas vezes viralizando nas redes sociais.

Vida digital

Buscas por 'figurino' em plataformas como Google e Pinterest aumentam significativamente em épocas de eventos temáticos, festas de carnaval, Halloween e lançamentos de filmes/séries.

Hashtags como #figurino, #figurinotematico, #lookdodia e #cosplay são amplamente utilizadas em redes sociais como Instagram e TikTok para compartilhar criações e inspirações.

Vídeos de 'montando meu figurino' ou 'transformação com figurino' tornam-se populares em plataformas de vídeo curto, mostrando a aplicação do conceito em contextos cotidianos e criativos.

Memes frequentemente utilizam a palavra 'figurino' para ironizar ou exaltar a elaboração de um visual, especialmente em situações inusitadas ou exageradas.

Representações

Cinema e Televisão

Filmes e novelas frequentemente destacam o trabalho de figurinistas e a importância do figurino na construção de personagens memoráveis, como em produções históricas, de fantasia ou ficção científica. Exemplos incluem a caracterização de personagens em novelas de época ou em filmes que recriam períodos históricos específicos.

Documentários

Documentários sobre a história do cinema, teatro ou moda frequentemente abordam a evolução do figurino e o papel dos profissionais da área.

Comparações culturais

Inglês: 'Costume' (geralmente para vestimenta tradicional, fantasia ou roupa de palco) e 'Wardrobe' (o guarda-roupa em si, ou o conjunto de roupas de um ator/personagem). 'Outfit' é mais genérico para um conjunto de roupas. Espanhol: 'Vestuario' (termo mais técnico e abrangente para o conjunto de roupas de uma produção) ou 'Disfráz' (fantasia). Francês: 'Costume' (semelhante ao inglês, para vestimenta de palco ou fantasia) e 'Vêtements' (roupas em geral).

Relevância atual

No Brasil contemporâneo, 'figurino' mantém sua forte ligação com as artes cênicas e audiovisuais, sendo um campo de estudo e atuação profissional reconhecido. Paralelamente, a palavra transcendeu seu uso técnico para se tornar um termo popular que descreve a arte de se vestir com intenção, seja para eventos específicos ou para expressar uma identidade pessoal no cotidiano. A influência da cultura pop e digital reforça essa ampliação semântica.

Origem e Entrada no Português

Século XVI - Derivado de 'figura', com o sufixo '-ino' indicando relação ou pertencimento. Inicialmente, referia-se a algo relacionado à figura ou aparência, especialmente em contextos teatrais.

Consolidação no Brasil

Séculos XIX e XX - A palavra 'figurino' se estabelece no vocabulário brasileiro, especialmente com o desenvolvimento do teatro, cinema e televisão. Torna-se termo técnico para o vestuário artístico.

Uso Contemporâneo e Ampliação

Século XXI - Mantém seu uso técnico em artes cênicas e audiovisuais, mas também se expande para descrever estilos de vestimenta em eventos, festas temáticas e até mesmo para o guarda-roupa pessoal com intenção de 'montar um figurino'.

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Do francês 'figurant', que significa figurante, figurino. Deriva do latim 'figurare', dar forma.

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