Palavras

guardar-se

Do latim 'guardare', com o pronome reflexivo 'se'.

Origem

Século XIII

Do latim vulgar 'guardare', de origem germânica (gótico 'wardôn'), com o sentido de 'vigiar', 'proteger', 'conservar'.

Mudanças de sentido

Século XIII

Proteger fisicamente algo ou alguém; vigiar.

Idade Média - Século XVIII

Proteger a si mesmo; precaver-se; evitar; abster-se de algo perigoso ou moralmente questionável.

O sentido de 'guardar-se' como 'evitar' ou 'abster-se' torna-se proeminente, especialmente em contextos religiosos e morais, onde se aconselhava a 'guardar-se' do pecado ou da tentação.

Século XIX - Atualidade

Manter a prudência; ter cuidado consigo mesmo; conservar-se em bom estado (físico ou mental); evitar situações de risco.

No uso contemporâneo, 'guardar-se' é frequentemente empregado em conselhos de saúde, segurança e bem-estar, como em 'guardar-se do sol' ou 'guardar-se de excessos'.

Primeiro registro

Século XIII

Registros em textos medievais em galaico-português, com o sentido de proteger e vigiar.

Momentos culturais

Idade Média

Presente em textos religiosos e morais, aconselhando a 'guardar-se' do mal e da tentação.

Século XIX

Utilizado em literatura e discursos para aconselhar prudência e discrição, especialmente em contextos sociais e de etiqueta.

Século XX - Atualidade

Comum em campanhas de saúde pública e segurança, como 'guardar-se de doenças' ou 'guardar-se de acidentes'.

Vida emocional

Associado a sentimentos de cautela, prudência, segurança e, por vezes, a uma certa apreensão ou receio diante de perigos ou tentações.

Vida digital

Buscas relacionadas a conselhos de saúde e segurança, como 'como se guardar do coronavírus' ou 'guardar-se de golpes online'.

Uso em posts e comentários sobre autocuidado e prevenção.

Representações

Século XX - Atualidade

Aparece em diálogos de filmes, séries e novelas em situações de advertência, conselho ou alerta, como 'você precisa se guardar' ou 'ele se guardou para o momento certo'.

Comparações culturais

Inglês: 'to guard oneself', 'to beware', 'to take care of oneself'. Espanhol: 'guardarse', 'precavérse', 'tener cuidado'. O sentido de proteção e abstenção é compartilhado, com variações na frequência e nuance de uso.

Relevância atual

A palavra 'guardar-se' mantém sua relevância no português brasileiro, especialmente em contextos de saúde, segurança, bem-estar e prudência. É um verbo que evoca a ideia de autoproteção e de uma postura cautelosa diante do mundo.

Origem Etimológica e Primeiros Usos

Século XIII - Deriva do latim vulgar 'guardare', que por sua vez tem origem germânica (gótico 'wardôn'), significando 'vigiar', 'proteger', 'conservar'. Inicialmente, o verbo 'guardar' referia-se à ação física de proteger algo ou alguém de perigo ou dano. A forma reflexiva 'guardar-se' surge para indicar a ação de proteger a si mesmo.

Evolução de Sentido na Idade Média e Moderna

Idade Média - Século XVIII - O sentido de 'proteger-se' se expande para incluir a abstenção de ações consideradas perigosas ou moralmente questionáveis. 'Guardar-se' passa a significar também 'evitar', 'precaver-se'. O sentido de 'conservar' se mantém, aplicado a bens, segredos e reputação.

Uso Contemporâneo no Português Brasileiro

Século XIX - Atualidade - O verbo 'guardar-se' mantém seus sentidos originais de proteger a si mesmo e de se abster de algo. Ganha nuances ligadas à prudência, à discrição e ao autocuidado. É comum em contextos de conselhos, advertências e recomendações de saúde e segurança.

guardar-se

Do latim 'guardare', com o pronome reflexivo 'se'.

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