imputar-se
Do latim imputare, 'atribuir', 'contar'.
Origem
Do latim 'imputare', que significa 'contar', 'calcular', 'atribuir', 'considerar'. Deriva de 'in-' (em) + 'putare' (contar, pensar, podar).
Mudanças de sentido
Atribuir, registrar em conta (positivo ou negativo), culpar.
Atribuir a outrem (geralmente culpa ou defeito). Início do uso reflexivo para autoatribuição.
Atribuir a si mesmo qualidades ou defeitos, muitas vezes com conotação de autocrítica, autodepreciação ou, mais raramente, autoelogio. → ver detalhes TEXTO_EXPANDIDO
No uso contemporâneo brasileiro, 'imputar-se' é frequentemente empregado para descrever a ação de alguém que se considera possuidor de certas características, sejam elas positivas ou negativas. Por exemplo, 'Ele se imputa uma sabedoria que não possui' (autocrítica/ironia) ou 'Ela se imputa a responsabilidade pelo sucesso do projeto' (autoatribuição de mérito, menos comum). O peso semântico tende a pender para a atribuição de falhas ou características indesejadas, mas o contexto pode inverter essa tendência.
Primeiro registro
O verbo 'imputar' aparece em textos a partir do século XIII. O uso reflexivo 'imputar-se' é mais tardio, com registros mais claros a partir do século XVIII em textos literários e jurídicos, indicando a atribuição a si mesmo de algo.
Momentos culturais
Presente em obras literárias que exploram a psicologia dos personagens, a autoanálise e a atribuição de responsabilidades ou falhas.
Usado em contextos formais para descrever a atribuição de responsabilidades ou culpas, tanto para si quanto para outros.
Vida emocional
Associada a sentimentos de culpa, autocrítica, responsabilidade, mas também, em menor grau, de orgulho ou autoafirmação.
Representações
Pode aparecer em diálogos que retratam personagens introspectivos, que se culpam por algo ou que se atribuem qualidades específicas para justificar suas ações.
Comparações culturais
Inglês: 'to impute oneself' é raramente usado; o mais comum é 'to attribute to oneself' ou 'to consider oneself'. Espanhol: 'imputarse' é usado de forma similar ao português, significando atribuir a si mesmo algo, especialmente culpa ou responsabilidade. Francês: 's'imputer' existe e tem sentido similar, mas também é menos comum que 's'attribuer'.
Relevância atual
No português brasileiro contemporâneo, 'imputar-se' é um termo de uso mais restrito, encontrado principalmente em contextos literários, acadêmicos ou em discursos que buscam precisão semântica. Sua frequência é menor comparada a verbos como 'atribuir-se' ou 'considerar-se'.
Origem Etimológica e Primeiros Usos
Século XIII - Deriva do latim 'imputare', que significa 'contar', 'calcular', 'atribuir', 'considerar'. Originalmente, referia-se a registrar algo em conta, seja positiva ou negativamente. No português arcaico, o verbo 'imputar' já existia com o sentido de atribuir culpa ou mérito a alguém.
Evolução do Sentido e Entrada no Português Brasileiro
Séculos XVI-XIX - Com a colonização e a formação do português brasileiro, o verbo 'imputar' manteve seu sentido principal de atribuir algo (geralmente um defeito, crime ou culpa) a alguém. A forma reflexiva 'imputar-se' começa a ganhar tração, indicando a ação de atribuir a si mesmo qualidades ou defeitos, muitas vezes com um tom de autocrítica ou autojustificação.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX - Atualidade - No Brasil, 'imputar-se' é menos comum que o verbo 'imputar' sem o pronome reflexivo. Quando usado, geralmente carrega um sentido de autoatribuição de características, frequentemente negativas, mas também pode ser usado para qualidades. É mais frequente em contextos formais ou literários, mas pode aparecer em discursos informais com ironia ou autodepreciação.
Do latim imputare, 'atribuir', 'contar'.