inelegibilidade

Derivado de 'elegível' com o prefixo de negação 'in-'.

Origem

Latim Clássico

Formada a partir do prefixo de negação 'in-' e do adjetivo 'elegibilis', que significa 'elegível' ou 'apto a ser escolhido'. A raiz 'eligere' (escolher) confere o sentido fundamental de não possuir as qualidades ou condições para ser selecionado.

Mudanças de sentido

Latim

Sentido estritamente gramatical de 'não passível de escolha'.

Português (Século XIX em diante)

Adquire conotação jurídica e política específica, referindo-se a impedimentos legais ou morais para o exercício de cargos eletivos ou públicos. O sentido se torna mais restrito e normativo.

Inicialmente, o conceito de inelegibilidade era mais difuso. Com a evolução do direito eleitoral e a necessidade de regulamentar a participação política, a palavra passou a designar de forma precisa as causas que tornam alguém inapto a ser votado ou a exercer um mandato, como condenações judiciais ou filiações partidárias específicas.

Primeiro registro

Século XIX

Registros em documentos legais e debates parlamentares relacionados à organização do sistema eleitoral brasileiro, como em constituições e leis eleitorais da época. A palavra 'inelegibilidade' aparece em contextos formais e técnicos.

Momentos culturais

Anos 2000 - Atualidade

A palavra ganhou proeminência com a aprovação e aplicação da Lei Complementar nº 135/2010, conhecida como Lei da Ficha Limpa, que ampliou as hipóteses de inelegibilidade e gerou intenso debate público e jurídico em cada ciclo eleitoral.

Conflitos sociais

Anos 2000 - Atualidade

A aplicação da Lei da Ficha Limpa e a discussão sobre a inelegibilidade de candidatos geram conflitos entre a vontade popular expressa nas urnas e as restrições legais, levantando debates sobre democracia, justiça e moralidade na política.

Vida emocional

Atualidade

Associada a sentimentos de frustração (para o indivíduo impedido), justiça (para quem defende a aplicação da lei) e indignação (para eleitores que veem candidatos inelegíveis disputando eleições).

Vida digital

Atualidade

A palavra 'inelegibilidade' é frequentemente buscada em motores de busca durante períodos eleitorais, especialmente em relação a candidatos específicos e à Lei da Ficha Limpa. Discussões sobre o tema aparecem em redes sociais, notícias online e fóruns de debate político.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'ineligibility' (termo jurídico e político com sentido similar). Espanhol: 'inelegibilidad' (termo jurídico e político com sentido similar). Francês: 'inéligibilité' (termo jurídico e político com sentido similar).

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'inelegibilidade' mantém alta relevância no Brasil, sendo um termo central nos debates sobre a qualificação de candidatos, a moralidade na política e a aplicação da justiça eleitoral, especialmente em face de leis como a Ficha Limpa.

Origem Etimológica

Deriva do latim 'inelegibilis', composto por 'in-' (não) e 'elegibilis' (elegível, que pode ser escolhido), que por sua vez vem de 'eligere' (escolher, selecionar). A raiz remonta à ideia de não poder ser escolhido ou selecionado.

Entrada e Consolidação no Português

A palavra 'inelegibilidade' e seus derivados começaram a ser utilizados no português, especialmente no contexto jurídico e político, a partir de meados do século XIX, com a formalização de leis eleitorais e a expansão do Estado.

Uso Contemporâneo

A palavra é amplamente utilizada no discurso jurídico-político brasileiro, especialmente em períodos eleitorais, para descrever impedimentos legais ou morais que afetam a capacidade de um indivíduo concorrer a cargos públicos. Sua aplicação se tornou mais frequente com a Lei da Ficha Limpa.

inelegibilidade

Derivado de 'elegível' com o prefixo de negação 'in-'.

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