iriam-pegar
Combinação do verbo auxiliar 'ir' (latim 'ire') com o verbo principal 'pegar' (origem incerta, possivelmente germânica).
Origem
A expressão é formada pela junção do verbo auxiliar 'ir' conjugado no futuro do pretérito do indicativo (3ª pessoa do plural: 'iriam') com o verbo principal 'pegar' no infinitivo. Essa estrutura verbal é comum na língua portuguesa para expressar ações futuras a partir de um ponto no passado ou hipóteses.
Mudanças de sentido
Inicialmente, o sentido era estritamente gramatical: uma ação hipotética ou que seria realizada no passado, mas não se concretizou. Ex: 'Eles iriam pegar o ônibus, mas perderam.'
O uso era mais formal ou descritivo, focado na narrativa de eventos passados ou futuros condicionados.
A expressão é ressignificada no contexto digital, adquirindo um tom humorístico e irônico. Passa a descrever planos que não se concretizaram, expectativas frustradas ou situações cômicas do cotidiano.
Exemplos em memes e posts: 'Eu: vou começar a dieta segunda. Segunda: iriam pegar a dieta, mas ela sumiu.' ou 'Meus planos para o fim de semana: iriam pegar o descanso, mas o trabalho chamou.'
Primeiro registro
Registros em obras literárias e jornais da época que retratam o uso coloquial da língua brasileira. A forma verbal em si é gramaticalmente correta desde a formação do português, mas seu uso específico como expressão idiomática informal é mais difícil de datar precisamente, sendo mais provável em contextos orais e depois registrados.
Momentos culturais
Viralização em redes sociais como Twitter, Instagram e TikTok, tornando-se um bordão em memes e vídeos curtos que exploram o humor sobre planos não realizados. Frequentemente associada a situações de procrastinação ou imprevistos.
Vida digital
Alta frequência de buscas e menções em plataformas de mídia social, especialmente em contextos de humor e memes.
Utilizada em hashtags e legendas para descrever situações cotidianas de forma irônica.
Exemplos de uso em memes: 'Eu prometendo que ia estudar para a prova: iriam pegar os livros, mas a Netflix chamou.'
Comparações culturais
Inglês: A ideia de um plano não realizado no passado pode ser expressa com 'would have + past participle' (ex: 'They would have caught the bus, but they missed it.') ou de forma mais informal com 'was gonna/going to' (ex: 'I was gonna call you, but I forgot.'). O tom humorístico e a estrutura específica de 'iriam pegar' são mais característicos do português brasileiro. Espanhol: Similarmente, usa-se o futuro condicional ('irían a coger/tomar') ou o pretérito imperfeito do indicativo ('iban a coger/tomar') para expressar a ideia de algo que seria feito, mas não foi (ex: 'Ellos irían a coger el autobús, pero lo perdieron.'). A ressignificação humorística e viral em redes sociais é um fenômeno mais específico do contexto digital brasileiro. Francês: 'Ils auraient pris le bus, mais ils l'ont manqué.' (futuro anterior do indicativo com valor condicional) ou 'Ils allaient prendre le bus...' (pretérito imperfeito de 'aller' + infinitivo).
Relevância atual
A expressão 'iriam pegar' mantém sua relevância no português brasileiro contemporâneo, especialmente no discurso informal e digital. Sua capacidade de evocar humor e identificação com planos frustrados a torna uma ferramenta linguística popular para expressar situações cotidianas de forma leve e irônica.
Formação da Expressão Verbal
Séculos XV-XVI — Consolidação do português como língua escrita e falada no Brasil, com a estrutura verbal 'ir' + infinitivo já estabelecida. A forma 'iriam' (futuro do pretérito do indicativo de 'ir') e o infinitivo 'pegar' já existiam.
Uso Coloquial e Regional
Séculos XIX-XX — A expressão 'iriam pegar' começa a ser utilizada no português brasileiro coloquial, especialmente em contextos informais, para expressar uma ação que seria realizada, mas não ocorreu, ou uma hipótese.
Ressignificação e Viralização Digital
Anos 2010-Atualidade — A expressão ganha nova vida e viraliza nas redes sociais, muitas vezes com um tom humorístico ou irônico, associada a situações cotidianas de planos frustrados ou expectativas não cumpridas.
Combinação do verbo auxiliar 'ir' (latim 'ire') com o verbo principal 'pegar' (origem incerta, possivelmente germânica).