Palavras

isto-mesmo

Composição de 'isto' (pronome demonstrativo) e 'mesmo' (advérbio ou pronome adjetivo).

Origem

Séculos XII-XIV

Formado pela aglutinação do pronome demonstrativo 'isto' (derivado do latim 'iste', que significa 'esse', 'aquele próximo a ti') e do pronome/adjetivo 'mesmo' (derivado do latim 'metipsissimus', superlativo de 'ipse', que significa 'o próprio', 'ele mesmo'). A junção cria uma forma enfática de apontar ou confirmar algo.

Mudanças de sentido

Formação da Língua

Originalmente, a combinação 'isto mesmo' servia para reforçar a identidade ou a realidade do que era apontado por 'isto'. A ênfase era na confirmação da coisa em si.

Século XX - Atualidade

No português brasileiro, a expressão 'isto-mesmo' (frequentemente escrita sem hífen ou como uma única palavra em contextos informais) manteve sua função primária de confirmação e ênfase, mas adquiriu um tom mais coloquial e, por vezes, irônico ou de surpresa. É usada para validar uma afirmação, uma situação ou um objeto de forma enfática e direta.

Primeiro registro

Idade Média/Renascimento

Registros de formas similares e da junção de 'isto' com advérbios enfáticos são encontrados em textos medievais e renascentistas da língua portuguesa. A forma exata 'isto-mesmo' ou 'isto mesmo' se consolida gradualmente nos séculos seguintes.

Momentos culturais

Século XX

A expressão é comum em diálogos de novelas, filmes e peças de teatro brasileiras, refletindo o uso cotidiano e a informalidade da linguagem falada.

Atualidade

Presente em letras de música popular brasileira, em falas de personagens de humor e em interações informais em programas de TV e rádio.

Vida digital

Anos 2000 - Atualidade

A expressão 'isto mesmo' (ou variações como 'isso mesmo') é amplamente utilizada em chats, fóruns, redes sociais e aplicativos de mensagem. Frequentemente aparece em comentários para concordar enfaticamente com uma postagem ou afirmação.

Anos 2010 - Atualidade

Pode ser usada em memes e GIFs como reação a situações inesperadas, confirmando algo de forma cômica ou irônica. A escrita pode variar para 'istomemo', 'isso memo', etc., refletindo a agilidade e a informalidade da comunicação online.

Representações

Século XX - Atualidade

Comum em diálogos de personagens em novelas da Rede Globo, filmes brasileiros de comédia e dramas, e séries de TV, onde serve para dar autenticidade e naturalidade à fala.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: Expressões como 'that's right', 'exactly', 'indeed' ou 'you got it' cumprem funções similares de confirmação enfática. Espanhol: 'eso mismo', 'así es', 'exacto' são equivalentes diretos. Francês: 'c'est ça', 'exactement'. Italiano: 'esatto', 'proprio così'.

Relevância atual

Século XXI

A expressão 'isto-mesmo' (e suas variantes informais) mantém sua relevância no português brasileiro como um marcador de concordância, confirmação e ênfase. Sua presença é forte na comunicação oral e escrita informal, especialmente em ambientes digitais, onde a rapidez e a clareza na validação de informações são valorizadas.

Formação do Português

Séculos XII-XIV — Formação a partir do latim vulgar, com a junção de 'isto' (pronome demonstrativo, do latim 'iste') e 'mesmo' (adjetivo/advérbio, do latim 'metipsissimus').

Consolidação e Uso

Séculos XV-XIX — Uso consolidado na língua portuguesa, tanto em Portugal quanto no Brasil, como forma enfática de demonstrar ou confirmar algo.

Brasil - Século XX

Século XX — Popularização e variação de uso no português brasileiro, com a expressão ganhando nuances de informalidade e confirmação rápida.

Atualidade

Século XXI — Uso corrente e frequente no português brasileiro, especialmente em contextos informais e digitais, mantendo sua função de ênfase e confirmação.

isto-mesmo

Composição de 'isto' (pronome demonstrativo) e 'mesmo' (advérbio ou pronome adjetivo).

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