logravamos
Derivado do latim 'lucrare', com influência do francês antigo 'logier'.
Origem
Derivado de *lobricare*, possivelmente ligado a 'logro' (engano, artifício) e a *lucrum* (lucro, ganho).
Surgimento com os sentidos de obter, alcançar, conseguir, muitas vezes por astúcia.
Mudanças de sentido
Dualidade de sentidos: obter sucesso, alcançar, usufruir (positivo) vs. enganar, ludibriar (negativo).
Predominância do sentido de obter/alcançar em contextos formais e literários. O sentido de enganar persiste no coloquial.
Sentido de obter/alcançar é raramente expresso por 'logravamos', sendo substituído por sinônimos mais comuns. O sentido de enganar também cedeu lugar a termos mais diretos.
A forma 'logravamos' soa arcaica e formal no português brasileiro atual. Seu uso é mais comum em textos literários ou em situações onde se quer intencionalmente evocar um registro linguístico antigo.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, como em crônicas e obras literárias iniciais, onde o verbo 'lograr' já aparece com seus sentidos primordiais.
Momentos culturais
Presença em obras de Camões, Machado de Assis e outros autores, onde 'logravamos' descreve ações passadas de conquista, sucesso ou, por vezes, de artimanhas.
Raro em letras de música popular brasileira contemporânea, mas pode aparecer em canções com temática histórica ou que buscam um tom mais erudito.
Comparações culturais
Inglês: O verbo 'to achieve' (alcançar) ou 'to succeed' (ter sucesso) cobrem o sentido positivo. 'To trick' ou 'to deceive' cobrem o sentido negativo. O imperfeito correspondente seria 'we achieved' ou 'we tricked'. Espanhol: O verbo 'lograr' existe com sentidos similares ('conseguir', 'alcançar'). O imperfeito seria 'lográbamos'. Francês: 'Réussir' (ter sucesso), 'obtenir' (obter), 'tromper' (enganar). O imperfeito seria 'nous réussissions', 'nous obtenions', 'nous trompions'.
Relevância atual
A forma 'logravamos' tem baixa relevância no uso cotidiano do português brasileiro. É uma forma verbal que pertence a um registro mais formal ou literário, e seu uso pode soar anacrônico ou excessivamente erudito para a maioria dos falantes. O verbo 'lograr' em si ainda é compreendido, mas a conjugação específica 'logravamos' é rara.
Origem Etimológica e Entrada no Português
Século XIII - Derivado do latim vulgar *lobricare*, possivelmente relacionado a 'logro' (engano, artifício) e ao latim clássico *lucrum* (lucro, ganho). A forma 'lograr' surge no português arcaico com o sentido de obter, alcançar, conseguir, muitas vezes por meio de astúcia ou habilidade.
Evolução de Sentido e Uso
Séculos XIV-XVIII - O verbo 'lograr' consolida-se com sentidos de obter sucesso, alcançar um objetivo, usufruir de algo, mas também de enganar, ludibriar. A forma 'logravamos' (1ª pessoa do plural do imperfeito do indicativo) era usada para descrever ações passadas de obtenção ou de engano. Séculos XIX-XX - O sentido de obter/alcançar prevalece em contextos mais formais e literários, enquanto o de enganar se mantém em usos coloquiais. 'Logravamos' aparece em narrativas que descrevem conquistas ou momentos de satisfação.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XXI - 'Logravamos' é uma forma verbal pouco comum no português brasileiro contemporâneo, especialmente na fala cotidiana. Seu uso é restrito a contextos literários, discursos formais ou para evocar um tom arcaico/clássico. O sentido de obter/alcançar é mais frequentemente expresso por verbos como 'conseguir', 'alcançar', 'obter'. O sentido de enganar é substituído por 'enganar', 'fraudar', 'passar a perna'.
Derivado do latim 'lucrare', com influência do francês antigo 'logier'.