logravamos

Derivado do latim 'lucrare', com influência do francês antigo 'logier'.

Origem

Latim Vulgar

Derivado de *lobricare*, possivelmente ligado a 'logro' (engano, artifício) e a *lucrum* (lucro, ganho).

Português Arcaico

Surgimento com os sentidos de obter, alcançar, conseguir, muitas vezes por astúcia.

Mudanças de sentido

Idade Média - Renascimento

Dualidade de sentidos: obter sucesso, alcançar, usufruir (positivo) vs. enganar, ludibriar (negativo).

Séculos XIX-XX

Predominância do sentido de obter/alcançar em contextos formais e literários. O sentido de enganar persiste no coloquial.

Século XXI

Sentido de obter/alcançar é raramente expresso por 'logravamos', sendo substituído por sinônimos mais comuns. O sentido de enganar também cedeu lugar a termos mais diretos.

A forma 'logravamos' soa arcaica e formal no português brasileiro atual. Seu uso é mais comum em textos literários ou em situações onde se quer intencionalmente evocar um registro linguístico antigo.

Primeiro registro

Século XIII

Registros em textos medievais portugueses, como em crônicas e obras literárias iniciais, onde o verbo 'lograr' já aparece com seus sentidos primordiais.

Momentos culturais

Literatura Clássica Portuguesa e Brasileira

Presença em obras de Camões, Machado de Assis e outros autores, onde 'logravamos' descreve ações passadas de conquista, sucesso ou, por vezes, de artimanhas.

Música Popular

Raro em letras de música popular brasileira contemporânea, mas pode aparecer em canções com temática histórica ou que buscam um tom mais erudito.

Comparações culturais

Inglês: O verbo 'to achieve' (alcançar) ou 'to succeed' (ter sucesso) cobrem o sentido positivo. 'To trick' ou 'to deceive' cobrem o sentido negativo. O imperfeito correspondente seria 'we achieved' ou 'we tricked'. Espanhol: O verbo 'lograr' existe com sentidos similares ('conseguir', 'alcançar'). O imperfeito seria 'lográbamos'. Francês: 'Réussir' (ter sucesso), 'obtenir' (obter), 'tromper' (enganar). O imperfeito seria 'nous réussissions', 'nous obtenions', 'nous trompions'.

Relevância atual

Atualidade

A forma 'logravamos' tem baixa relevância no uso cotidiano do português brasileiro. É uma forma verbal que pertence a um registro mais formal ou literário, e seu uso pode soar anacrônico ou excessivamente erudito para a maioria dos falantes. O verbo 'lograr' em si ainda é compreendido, mas a conjugação específica 'logravamos' é rara.

Origem Etimológica e Entrada no Português

Século XIII - Derivado do latim vulgar *lobricare*, possivelmente relacionado a 'logro' (engano, artifício) e ao latim clássico *lucrum* (lucro, ganho). A forma 'lograr' surge no português arcaico com o sentido de obter, alcançar, conseguir, muitas vezes por meio de astúcia ou habilidade.

Evolução de Sentido e Uso

Séculos XIV-XVIII - O verbo 'lograr' consolida-se com sentidos de obter sucesso, alcançar um objetivo, usufruir de algo, mas também de enganar, ludibriar. A forma 'logravamos' (1ª pessoa do plural do imperfeito do indicativo) era usada para descrever ações passadas de obtenção ou de engano. Séculos XIX-XX - O sentido de obter/alcançar prevalece em contextos mais formais e literários, enquanto o de enganar se mantém em usos coloquiais. 'Logravamos' aparece em narrativas que descrevem conquistas ou momentos de satisfação.

Uso Contemporâneo no Brasil

Século XXI - 'Logravamos' é uma forma verbal pouco comum no português brasileiro contemporâneo, especialmente na fala cotidiana. Seu uso é restrito a contextos literários, discursos formais ou para evocar um tom arcaico/clássico. O sentido de obter/alcançar é mais frequentemente expresso por verbos como 'conseguir', 'alcançar', 'obter'. O sentido de enganar é substituído por 'enganar', 'fraudar', 'passar a perna'.

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Derivado do latim 'lucrare', com influência do francês antigo 'logier'.

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