mau-agouro
Composto de 'mau' (adjetivo) e 'agouro' (substantivo).
Origem
Composto de 'malus' (mau) e 'augurium' (presságio, augúrio). A combinação latina já carregava o sentido de um presságio ruim.
Mudanças de sentido
Sinais interpretados como prenúncios de desgraça, azar ou infortúnio, frequentemente ligados a crenças religiosas e superstições.
Expande-se para descrever qualquer coisa que gere pessimismo ou antecipe resultados negativos, não se limitando a presságios sobrenaturais.
O termo 'mau-agouro' passou a ser aplicado de forma mais ampla, abrangendo desde eventos sociais e políticos até comportamentos individuais que são vistos como precursores de problemas. A carga de superstição diminui em favor de uma interpretação mais pragmática de 'sinal de mau presságio'.
Primeiro registro
Registros em textos medievais que utilizam a junção de 'mau' e 'agouro' para descrever presságios negativos. (Referência: Corpus de Textos Medievais em Português Antigo)
Momentos culturais
Presente em obras literárias que retratam crenças populares e superstições, como em contos e romances que abordam o destino e o azar.
Utilizado em letras de músicas para expressar descontentamento, pressentimento de fim de relacionamento ou de tempos difíceis.
Vida emocional
Associado a sentimentos de apreensão, medo, pessimismo e fatalismo. Carrega um peso negativo e de desamparo.
Vida digital
Usado em redes sociais para comentar eventos negativos, notícias ruins ou situações que parecem prenunciar problemas. Frequentemente aparece em comentários e posts com tom de alerta ou resignação.
Pode aparecer em memes ou posts irônicos sobre azar ou má sorte.
Representações
Personagens podem usar a expressão para descrever um pressentimento ruim sobre um evento ou decisão, ou para descrever um personagem ou situação como portador de má sorte.
Comparações culturais
Inglês: 'bad omen', 'ill omen'. Espanhol: 'mal augurio', 'mal presagio'. Ambos os idiomas possuem termos compostos diretos com a mesma raiz etimológica e sentido. O conceito de presságio negativo é universal, mas a forma de expressá-lo varia.
Relevância atual
A palavra 'mau-agouro' mantém sua relevância no português brasileiro como um termo vívido para descrever presságios negativos, tanto em contextos mais tradicionais quanto em aplicações cotidianas e digitais. Continua a evocar um sentimento de apreensão e a antecipação de infortúnios.
Origem Latina e Entrada no Português
Século XIII - Deriva do latim 'malus' (mau) e 'augurium' (presságio, augúrio). A junção dessas palavras já indicava um presságio negativo.
Uso Medieval e Moderno Inicial
Idade Média ao Século XVIII - Utilizada para descrever sinais ou eventos interpretados como prenúncios de desgraça, azar ou infortúnio. Comum em contextos religiosos e supersticiosos.
Evolução e Uso Contemporâneo
Século XIX à Atualidade - Mantém o sentido original, mas se expande para descrever situações, pessoas ou atitudes que geram pessimismo ou antecipam resultados negativos. Presente em linguagem coloquial e formal.
Composto de 'mau' (adjetivo) e 'agouro' (substantivo).