nao-condizer
Formado pela negação 'não' e o verbo 'condizer' (do latim 'condicere', concordar, dizer junto).
Origem
Formado pela junção do advérbio de negação 'não' com o verbo 'condizer'. 'Condizer' tem origem no latim 'con' (junto) + 'dicere' (dizer), significando dizer junto, concordar, ser apropriado.
Mudanças de sentido
Principalmente 'não estar de acordo', 'não ser apropriado', 'não combinar' em um sentido mais formal e objetivo.
Ampliação para 'ser inadequado', 'ser incompatível', 'não ter relação' em contextos mais amplos e informais. Pode expressar uma crítica sutil ou direta à falta de coerência ou pertinência.
No Brasil, a palavra adquiriu um tom mais coloquial, sendo usada para descrever situações, comportamentos ou objetos que não se encaixam, que destoam ou que simplesmente não fazem sentido em um determinado contexto. Ex: 'Essa roupa não condiz com a ocasião.' ou 'As ações dele não condizem com o que ele diz.'
Primeiro registro
Registros em textos da época, como em obras literárias e documentos legais que utilizavam a forma composta para expressar a ausência de concordância ou adequação.
Momentos culturais
Presente em romances e crônicas, descrevendo a inadequação social ou moral de personagens e situações.
Uso em debates sobre costumes e comportamentos, onde a 'falta de condizer' era frequentemente apontada como um desvio.
Aparece em discussões sobre autenticidade, coerência e 'fake news', onde a discrepância entre o dito e o feito é central.
Vida digital
Utilizada em comentários de redes sociais para criticar a falta de coerência em postagens ou declarações.
Presente em discussões online sobre ética e comportamento, onde a incongruência é um tema recorrente.
Pode aparecer em memes ou posts irônicos que destacam o absurdo de uma situação.
Comparações culturais
Inglês: 'to not match', 'to be incongruous', 'to be inappropriate'. Espanhol: 'no concordar', 'no cuadrar', 'ser inapropiado'. Francês: 'ne pas correspondre', 'être incongru'. Italiano: 'non corrispondere', 'essere incongruo'.
Relevância atual
A palavra mantém sua relevância para descrever a falta de alinhamento entre intenções e ações, discursos e fatos, ou entre elementos que deveriam harmonizar. É uma ferramenta linguística útil para apontar incongruências em diversos âmbitos da vida social e pessoal.
Origem e Formação
Século XVI - Formação a partir do verbo 'condizer' (do latim 'con' + 'dicere', dizer junto, concordar) com o prefixo de negação 'não'. Inicialmente, um termo mais formal e descritivo.
Uso Formal e Literário
Séculos XVII a XIX - Presente em textos literários e jurídicos, indicando falta de acordo, harmonia ou pertinência. O uso era mais restrito a contextos que exigiam precisão linguística.
Popularização e Uso Contemporâneo
Século XX em diante - A palavra se torna mais comum no vocabulário geral, especialmente no Brasil, para expressar discordância, inadequação ou incompatibilidade em diversos níveis, desde o social até o pessoal.
Formado pela negação 'não' e o verbo 'condizer' (do latim 'condicere', concordar, dizer junto).