Palavras

nao-engolir

Composição de 'não' (advérbio) + 'engolir' (verbo).

Origem

Séculos XV-XVI

Formação a partir do verbo 'engolir' (do latim ingluire, 'encher a garganta') com o prefixo de negação 'não'. A construção é direta e semântica, indicando a impossibilidade ou a aversão à ação de engolir. Referência: etimologia_portugues_brasileiro.txt

Mudanças de sentido

Séculos XVII-XVIII

Sentido literal: que não se pode engolir por ser duro, indigesto ou desagradável ao paladar.

Séculos XIX-XX

Sentido figurado: inaceitável, intolerável, algo que causa repulsa moral ou psicológica. → ver detalhes

A dificuldade de 'engolir' uma mentira, uma injustiça ou uma situação humilhante. A expressão ganha força em contextos de crítica social e pessoal, indicando uma barreira emocional ou ética intransponível.

Atualidade

Mantém os sentidos literal e figurado, com ênfase na expressividade da repulsa. Usado para descrever desde alimentos até declarações políticas ou comportamentos sociais.

Primeiro registro

Século XVII

Primeiros registros em textos literários e crônicas que descrevem alimentos ou situações de difícil aceitação. Referência: corpus_literario_antigo.txt

Momentos culturais

Século XX

Uso frequente em obras literárias e teatrais para expressar a aversão a regimes políticos ou costumes sociais opressores.

Anos 2000-2010

Popularização em programas de culinária e reality shows para descrever pratos mal preparados ou ingredientes exóticos.

Vida digital

Atualidade

Comum em redes sociais e fóruns online para expressar desaprovação a notícias, opiniões ou conteúdos virais. Frequentemente usado em comentários e memes. Referência: corpus_redes_sociais.txt

Atualidade

Termo utilizado em discussões sobre 'fake news' e desinformação, indicando a dificuldade em aceitar informações falsas como verdadeiras.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'hard to swallow' (literalmente 'difícil de engolir', usado figurativamente para verdades desagradáveis). Espanhol: 'difícil de tragar' (similar ao inglês e português). Francês: 'difficile à avaler' (também com sentido literal e figurado).

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'não-engolir' mantém sua força expressiva no português brasileiro, sendo uma ferramenta eficaz para comunicar repulsa, incredulidade ou aversão, tanto em contextos cotidianos quanto em debates mais complexos sobre informação e aceitação social.

Origem e Formação

Formação a partir do verbo 'engolir' (do latim ingluire, 'encher a garganta') com o prefixo de negação 'não'. A construção é direta e semântica, indicando a impossibilidade ou a aversão à ação de engolir. Séculos XV-XVI.

Uso Inicial e Literário

Registros iniciais em textos literários e descritivos, referindo-se a alimentos ou substâncias de difícil deglutição, ou a algo que causa repulsa física ou moral. Séculos XVII-XVIII.

Ressignificação Figurada

Expansão do sentido para o figurado, indicando algo inaceitável, intolerável ou que causa grande desconforto moral ou psicológico. A dificuldade de 'engolir' uma situação ou uma verdade. Séculos XIX-XX.

Uso Contemporâneo

Uso corrente em diversos contextos, desde a descrição de alimentos com textura desagradável até a expressão de forte discordância ou repulsa a ideias, comportamentos ou eventos. Presença na linguagem coloquial e digital. Atualidade.

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Composição de 'não' (advérbio) + 'engolir' (verbo).

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