nao-levar-em-conta

Formada pela negação 'não' e o verbo 'levar' com a preposição 'em' e o substantivo 'conta'.

Origem

Séculos XVI-XVII

Formada pela junção do advérbio de negação 'não' com o verbo 'levar' (do latim *levare*, erguer, carregar) e o substantivo 'conta' (do latim *computare*, contar, calcular). O sentido original era literal, ligado a cálculos e registros.

Mudanças de sentido

Séculos XVI-XVII

Sentido literal de não incluir em cálculo ou registro.

Séculos XVIII-XIX

Transição para o sentido figurado de ignorar, desconsiderar, não dar importância.

A expressão começa a ser usada para descrever a atitude de desvalorizar opiniões, conselhos ou a própria existência de algo ou alguém, indicando negligência ou desdém.

Séculos XX-XXI

Ampla gama de usos figurados, incluindo desvalorização, descaso e simplificação estratégica.

No uso contemporâneo, 'não levar em conta' pode significar desde um simples esquecimento até uma decisão consciente de ignorar um fator relevante, seja por desinteresse, por estratégia ou por subestimação.

Primeiro registro

Século XVII

Registros em documentos administrativos e literários que indicam o uso figurado, embora o sentido literal ainda fosse comum. (Referência: corpus_linguistico_historico.txt)

Momentos culturais

Século XIX

Presente em romances e crônicas, frequentemente associado a personagens que desconsideram normas sociais ou conselhos de figuras de autoridade. (Referência: literatura_brasileira_seculo_XIX.txt)

Anos 1980-1990

Uso frequente em letras de música popular brasileira, expressando desilusão amorosa ou indiferença social.

Atualidade

Comum em discursos políticos e midiáticos para criticar a desconsideração de fatos, evidências ou grupos sociais.

Conflitos sociais

Séculos XX-XXI

A expressão é frequentemente utilizada em contextos de conflito social para descrever a marginalização e a desconsideração de minorias, grupos vulneráveis ou suas demandas. (Referência: debates_sociais_contemporaneos.txt)

Vida emocional

Séculos XVIII-XXI

Associada a sentimentos de desvalorização, desprezo, indiferença, mas também a uma sensação de poder ou controle por parte de quem desconsidera. Pode gerar frustração e ressentimento em quem é 'não levado em conta'.

Vida digital

Anos 2000 - Atualidade

A forma 'nao levar em conta' (sem hifens e sem acentos) é comum em redes sociais, fóruns e mensagens instantâneas. Utilizada em memes e comentários para expressar sarcasmo, desdém ou resignação diante de situações absurdas. (Referência: corpus_internet_linguagem.txt)

Atualidade

Buscas por 'como não levar em conta a opinião dos outros' ou 'não levar em conta críticas' são frequentes em plataformas de busca, indicando uma busca por estratégias de autoproteção emocional.

Representações

Século XX - Atualidade

Presente em diálogos de novelas, filmes e séries, geralmente em cenas de conflito interpessoal, traição ou desvalorização de um personagem por outro.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'to disregard', 'to ignore', 'to overlook'. Espanhol: 'no tener en cuenta', 'ignorar', 'pasar por alto'. A estrutura verbal com 'levar' + substantivo é característica do português, enquanto o inglês e o espanhol tendem a usar verbos mais diretos para expressar a ideia de ignorar ou desconsiderar.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'não levar em conta' mantém sua relevância no português brasileiro como uma forma idiomática e versátil de expressar a desconsideração, seja em contextos formais ou informais. Sua adaptação na escrita digital ('nao levar em conta') demonstra sua vitalidade e capacidade de se ajustar às novas mídias.

Formação e Consolidação

Séculos XVI-XVII — A expressão 'não levar em conta' se consolida a partir da junção do advérbio de negação 'não' com o verbo 'levar' (do latim *levare*, erguer, carregar) e o substantivo 'conta' (do latim *computare*, contar, calcular). Inicialmente, o sentido era literal, relacionado a não incluir algo em um cálculo ou registro. A transição para o sentido figurado de ignorar ou desconsiderar ocorre gradualmente.

Expansão do Sentido Figurado

Séculos XVIII-XIX — O uso figurado se torna predominante na língua falada e escrita. A expressão passa a denotar a ação de não dar importância, de desconsiderar a opinião, o conselho ou a existência de algo ou alguém. É comum em textos literários e jurídicos da época, indicando desdém ou negligência deliberada.

Uso Contemporâneo e Variações

Séculos XX-XXI — A expressão 'não levar em conta' é amplamente utilizada no português brasileiro em diversos contextos, desde o cotidiano até o formal. Ganha nuances de desvalorização, descaso e até mesmo de estratégia (não levar em conta um fator para simplificar uma decisão). A forma 'nao levar em conta' (sem hifens) é comum na escrita informal e digital.

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Formada pela negação 'não' e o verbo 'levar' com a preposição 'em' e o substantivo 'conta'.

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