Palavras

paratexto

Do grego 'para-' (ao lado de) + 'textus' (tecido, texto).

Origem

Século XX

Cunhado a partir do grego 'para' (ao lado de) e do latim 'textus' (tecido, texto). O conceito foi formalizado pelo teórico literário francês Gérard Genette em sua obra 'Seuils' (1987), traduzida posteriormente para o inglês como 'Paratexts: Thresholds of Interpretation'.

Mudanças de sentido

Século XX (Teoria Literária)

Originalmente focado em elementos que circundam o texto literário principal, como títulos, prefácios, notas de rodapé, ilustrações e a capa do livro.

Início do Século XXI

Expansão do conceito para incluir elementos paratextuais em mídias digitais, como metadados, links, comentários, thumbnails e elementos de interface gráfica.

A digitalização e a proliferação de conteúdos online levaram a uma reinterpretação do paratexto, que agora abrange elementos interativos e dinâmicos que auxiliam na navegação e na compreensão do conteúdo principal em plataformas digitais.

Primeiro registro

1987

Publicação de 'Seuils' por Gérard Genette, onde o termo 'paratexte' é formalmente introduzido e teorizado. A disseminação no Brasil ocorre com traduções e estudos acadêmicos posteriores.

Momentos culturais

Final do Século XX

Adoção do termo em cursos universitários de Letras, Comunicação e Artes no Brasil, impulsionando a análise crítica de obras literárias e editoriais.

Anos 2000

Discussões sobre a relevância do paratexto na era da internet, com a análise de elementos como sinopses de filmes, capas de álbuns digitais e descrições de produtos em e-commerce.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'paratext' (termo idêntico, com a mesma origem teórica e uso acadêmico similar). Espanhol: 'paratexto' (termo idêntico, com disseminação acadêmica e profissional paralela à do português). Francês: 'paratexte' (termo original cunhado por Genette, com forte influência nos estudos literários francófonos).

Relevância atual

Atualidade

O conceito de paratexto é fundamental para entender como a informação é apresentada, organizada e consumida em diversas mídias. É uma ferramenta analítica essencial para designers, editores, jornalistas, acadêmicos e criadores de conteúdo digital, auxiliando na otimização da experiência do usuário e na comunicação eficaz.

Origem Etimológica

Século XX — termo cunhado a partir do grego 'para' (ao lado de) e do latim 'textus' (tecido, texto). Conceito desenvolvido por Gérard Genette em 1987.

Entrada na Língua Portuguesa

Final do século XX e início do século XXI — o termo 'paratexto' começa a ser utilizado em estudos acadêmicos de literatura, comunicação e design gráfico no Brasil, influenciado pela teoria literária francesa.

Uso Contemporâneo

Atualidade — o termo é amplamente empregado em contextos acadêmicos e profissionais relacionados à análise textual, edição, design editorial e estudos de mídia. Sua aplicação se expandiu para além da literatura, abrangendo conteúdos digitais e interfaces.

paratexto

Do grego 'para-' (ao lado de) + 'textus' (tecido, texto).

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