querença
Derivado do verbo 'querer', com o sufixo '-ença', indicando estado ou qualidade. Possivelmente influenciado pelo galego-português medieval.
Origem
Deriva do latim 'querela', que significa queixa, lamento, disputa, litígio.
Mudanças de sentido
Sentido de queixa, lamento, disputa legal ou conflito.
Início da transição para o sentido de saudade e desejo afetivo, ressignificando o 'lamento' para a 'falta'.
Predominância do sentido de saudade, nostalgia e desejo de reencontro.
O uso moderno de 'querença' foca no aspecto emocional da ausência, contrastando com seu sentido original de litígio. É uma palavra que evoca um sentimento profundo de falta e anseio.
Primeiro registro
Registros em textos medievais em português arcaico com o sentido de queixa ou disputa.
Momentos culturais
A palavra é frequentemente utilizada na literatura romântica brasileira para expressar a saudade e o amor idealizado.
Presença em canções populares e regionais, especialmente no Brasil, reforçando o sentimento de nostalgia e apego à terra natal ou a entes queridos.
Vida emocional
Associada a sentimentos profundos de saudade, melancolia, apego e desejo de reencontro. Possui um peso emocional significativo, evocando a dor da ausência e a doçura da lembrança.
Representações
Aparece em títulos de músicas, poemas e em diálogos de novelas e filmes que retratam relações afetivas e a saudade da terra ou de pessoas.
Comparações culturais
Inglês: A palavra 'longing' ou 'yearning' captura parte do sentido de desejo intenso, enquanto 'homesickness' se aproxima da saudade de casa. Espanhol: 'Añoranza' ou 'morriña' (galego) são equivalentes próximos para o sentimento de saudade e nostalgia.
Relevância atual
A palavra 'querença' mantém sua relevância no português brasileiro, especialmente em contextos literários, musicais e em conversas que expressam um profundo sentimento de saudade e apego afetivo. É uma palavra que carrega uma carga emocional e cultural específica do Brasil.
Origem e Entrada no Português
Século XIII - Deriva do latim 'querela', significando queixa, lamento, disputa. Evolui para o português arcaico como 'querela' e, posteriormente, 'querença', com o sentido de queixa ou litígio.
Evolução do Sentido
Séculos XIV-XVIII - O sentido de 'queixa' ou 'disputa' predomina. A palavra é usada em contextos legais e de conflito. A partir do século XVIII, começa a surgir um sentido mais afetivo, ligado à saudade e ao desejo de algo ou alguém ausente, possivelmente por uma ressignificação do 'lamento' para a 'falta'.
Uso Contemporâneo
Século XIX - Atualidade - O sentido de saudade, nostalgia e desejo afetivo se consolida e se torna o principal uso da palavra. É registrada como palavra formal/dicionarizada com essa acepção.
Derivado do verbo 'querer', com o sufixo '-ença', indicando estado ou qualidade. Possivelmente influenciado pelo galego-português medieval.