retivera
Do latim 're tenere'.
Origem
Deriva do latim 're tenere', significando 'segurar de volta', 'conter', 'impedir'.
Mudanças de sentido
A forma verbal 'retivera' manteve o sentido original de reter, segurar, conter, mas sua aplicação se tornou mais específica para indicar uma ação pretérita anterior a outra pretérita.
Primeiro registro
Registros em textos medievais em português, como crônicas e documentos legais, onde o pretérito mais-que-perfeito simples era amplamente utilizado.
Momentos culturais
Presente em obras literárias de autores como Camões, Machado de Assis e Eça de Queirós, onde a conjugação verbal era parte do estilo formal e erudito.
Comparações culturais
Inglês: O pretérito mais-que-perfeito simples ('retivera') não possui um equivalente direto em forma única no inglês moderno, sendo geralmente expresso pelo past perfect ('had retained'). Espanhol: O pretérito pluscuamperfecto de indicativo ('hubo retenido' ou 'había retenido') cumpre função similar, mas a forma simples ('retuvo') é mais comum no uso coloquial para ações passadas concluídas. Francês: O plus-que-parfait ('avait retenu') é o equivalente funcional.
Relevância atual
A palavra 'retivera' é considerada arcaica e formal no português brasileiro contemporâneo. Seu uso é restrito a contextos que demandam alta formalidade, como textos acadêmicos, jurídicos ou literários que buscam um estilo específico. Na comunicação cotidiana, é raramente utilizada, tendo sido amplamente substituída por formas verbais mais simples como 'reteve' ou 'tinha retido'.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'reter' tem origem no latim 're tenere', que significa 'segurar de volta', 'conter'. A forma 'retivera' é o pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo, uma conjugação verbal que se consolidou no português a partir do latim vulgar.
Uso Clássico e Formal
Idade Média ao Século XIX - A forma 'retivera' era comum na escrita formal e literária, indicando uma ação passada anterior a outra ação passada, característica do estilo mais elaborado da época. Seu uso era mais frequente em textos religiosos, jurídicos e literários.
Declínio de Uso e Alternativas
Século XX - Com a evolução da língua e a simplificação das formas verbais, o pretérito mais-que-perfeito simples ('retivera') começou a ser substituído pelo pretérito mais-que-perfeito composto ('tinha retido') ou pelo pretérito perfeito simples ('reteve') em muitos contextos, especialmente na fala.
Uso Contemporâneo e Dicionarizado
Atualidade - 'Retivera' é reconhecida como uma forma verbal formal e dicionarizada, pertencente ao registro culto da língua portuguesa. Seu uso é restrito a contextos literários, acadêmicos ou em citações que buscam um tom arcaico ou de grande formalidade. O contexto RAG a classifica como 'Palavra formal/dicionarizada'.
Do latim 're tenere'.