se-deram-por-vencidos
Locução verbal formada pelo pronome reflexivo 'se', o verbo 'dar' (no pretérito perfeito do indicativo, 3ª pessoa do plural), a preposição 'por' e o particípio passado do adjetivo 'vencido'.
Origem
Construção verbal perifrástica a partir do latim vulgar. 'Dar-se' (do latim 'dare') + pronome reflexivo 'se' + preposição 'por' + particípio passado 'vencido' (do latim 'vinctus', subjugado, atado).
Mudanças de sentido
Sentido principal: admitir a derrota, desistir de uma luta ou disputa.
Mantém o sentido original, mas com aplicações em contextos de autoajuda e psicologia, indicando aceitação de limites ou fim de um esforço. → ver detalhes
Em contextos modernos, especialmente em narrativas de superação ou autoaceitação, 'se deram por vencidos' pode ser usado para descrever o momento em que um indivíduo para de lutar contra algo que não pode mudar, como uma condição de saúde ou uma limitação pessoal, passando a aceitá-la e a viver com ela. Isso difere da derrota em um sentido competitivo, aproximando-se de uma rendição pacífica.
Primeiro registro
Registros em obras literárias e documentos históricos da época, indicando o uso consolidado da expressão. (Referência: corpus_literatura_colonial.txt)
Momentos culturais
Presente em relatos de batalhas e conflitos militares na literatura romântica brasileira, como em obras de José de Alencar. (Referência: corpus_literatura_romantica.txt)
Utilizada em discursos políticos e jornalísticos para descrever o fim de greves, revoltas ou negociações. (Referência: corpus_jornalismo_historico.txt)
Aparece em letras de música popular, filmes e séries para dramatizar momentos de desistência ou aceitação.
Conflitos sociais
Usada em contextos de greves e movimentos sociais para descrever a submissão dos trabalhadores ou a derrota de um movimento. (Referência: corpus_movimentos_sociais.txt)
Pode ser empregada em debates sobre resiliência e saúde mental, onde a 'vitória' pode ser a aceitação e não a persistência a qualquer custo.
Vida emocional
Associada a sentimentos de derrota, resignação, cansaço, mas também, em alguns contextos, de alívio ou paz após uma luta exaustiva. (Referência: palavrasMeaningDB:id_derrota)
Vida digital
A expressão é frequentemente usada em memes e posts de redes sociais, muitas vezes com tom irônico ou humorístico, para descrever situações cotidianas de desistência ou cansaço. (Referência: corpus_memes_redes_sociais.txt)
Buscas relacionadas a 'como não se dar por vencido' ou 'quando se dar por vencido' aparecem em fóruns de autoajuda e psicologia.
Representações
Comum em diálogos de filmes de ação, dramas históricos e novelas, onde personagens admitem a derrota em confrontos ou desafios pessoais.
Comparações culturais
Inglês: 'to admit defeat', 'to give up', 'to surrender'. Espanhol: 'darse por vencido', 'rendirse'. Francês: 'se rendre', 'admettre sa défaite'. Alemão: 'sich geschlagen geben'.
Relevância atual
A expressão mantém sua força no português brasileiro, sendo utilizada tanto em seu sentido literal de desistência quanto em contextos mais amplos de autoaceitação e gestão de expectativas, refletindo a complexidade das interações humanas e dos desafios contemporâneos.
Origem e Formação
Séculos XV-XVI — Formação do português moderno a partir do latim vulgar. A expressão 'dar-se por vencido' surge como uma construção verbal perifrástica, combinando o verbo 'dar' (do latim 'dare', oferecer, entregar), o pronome reflexivo 'se', a preposição 'por' e o particípio passado 'vencido' (do latim 'vinctus', ligado, atado, subjugado). A estrutura indica uma ação de se entregar ou admitir a submissão.
Evolução e Consolidação
Séculos XVII-XIX — A expressão se consolida no vocabulário formal e informal, sendo utilizada em relatos históricos, literatura e conversas cotidianas para descrever a desistência em conflitos, disputas ou desafios. O sentido de 'admitir a derrota' torna-se o principal.
Uso Contemporâneo e Ressignificações
Século XX - Atualidade — A expressão mantém seu sentido original, mas ganha nuances em contextos de psicologia, autoajuda e cultura pop. Pode ser usada de forma irônica ou para descrever a aceitação de limitações pessoais. A forma 'se deram por vencidos' é a mais comum, mas variações como 'se deram por derrotados' também existem.
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