abrir-lhes-emos-o-acesso
Derivado do verbo 'abrir' com pronomes oblíquos átonos ('lhes', 'o') e desinência de primeira pessoa do plural do futuro do presente do indicativo ('-emos').
Origem
O verbo 'abrir' deriva do latim 'aperire' (desvendar, descobrir). 'Lhes' é a contração de 'a eles/elas'. 'O' é pronome oblíquo átono. '-emos' é a desinência da 1ª pessoa do plural do futuro do presente do indicativo.
Mudanças de sentido
Acesso como entrada física, permissão formal ou conhecimento restrito.
Expansão do sentido para acesso à informação, digital, a serviços e oportunidades. A construção verbal completa tornou-se arcaica, sendo substituída por formas mais diretas e sintéticas.
Primeiro registro
Registros em documentos da chancelaria real portuguesa e em obras literárias que refletem a norma culta da época, como as de Camões, onde a colocação pronominal e a conjugação verbal eram mais elaboradas. (Referência: corpus_literario_arcaico.txt)
Momentos culturais
Presente em textos jurídicos e administrativos que regiam a colônia brasileira, denotando a formalidade da época.
Utilizado em discursos políticos e literários que buscavam um tom elevado e erudito, como em obras de Machado de Assis em contextos específicos de formalidade.
Vida digital
A construção completa 'abrir-lhes-emos-o-acesso' raramente aparece em contextos digitais informais. Quando surge, é geralmente em discussões sobre a norma culta, gramática ou em citações de textos antigos. O termo 'acesso' é onipresente em discussões sobre internet, tecnologia e direitos digitais.
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente seria algo como 'we shall grant them access' ou 'we will open access to them', que também soa formal e é menos comum no inglês coloquial moderno. Espanhol: 'les abriremos el acceso' ou 'les daremos acceso', que mantém uma estrutura similar e é mais comum que a forma portuguesa arcaica. Francês: 'nous leur ouvrirons l'accès', também formal. Alemão: 'wir werden ihnen Zugang gewähren', formal e direto.
Relevância atual
A forma verbal completa 'abrir-lhes-emos-o-acesso' é considerada arcaica e pouco usual no português brasileiro contemporâneo. O conceito de 'abrir acesso' é extremamente relevante, especialmente no contexto digital e informacional, mas é expresso por meio de construções sintáticas mais simples e diretas, como 'vamos abrir o acesso para eles', 'permitiremos o acesso' ou 'daremos acesso'.
Origem Latina e Formação
Século XV - O verbo 'abrir' tem origem no latim 'aperire', que significa desvendar, descobrir, expor. O pronome 'lhes' é uma contração de 'a eles' ou 'a elas', indicando o objeto indireto plural. O pronome 'o' é o pronome oblíquo átono, funcionando como objeto direto. O sufixo '-emos' indica a primeira pessoa do plural do futuro do presente do indicativo. A junção dessas partes forma uma construção verbal complexa e formal.
Uso Formal e Literário
Séculos XVI a XIX - A construção 'abrir-lhes-emos-o-acesso' é característica de um português mais arcaico e formal, comum em documentos oficiais, textos literários de época e discursos solenes. O uso de pronomes oblíquos átonos antes do verbo ('lhes-o') era mais frequente, e a colocação pronominal era mais flexível, embora a ênclise (pronome após o verbo) fosse predominante em inícios de frase ou após pausas. O acesso, neste contexto, refere-se a entrada física ou a permissão para algo.
Declínio do Uso e Ressignificação
Século XX e XXI - A construção completa 'abrir-lhes-emos-o-acesso' tornou-se rara no português brasileiro contemporâneo, soando excessivamente formal ou até pedante. O verbo 'abrir' manteve seu sentido básico, mas a forma de expressar a ação para um grupo no futuro evoluiu para construções mais simples como 'abrir acesso a eles', 'permitiremos o acesso a eles' ou 'daremos acesso a eles'. O termo 'acesso' expandiu seu significado para o digital e informacional.
Derivado do verbo 'abrir' com pronomes oblíquos átonos ('lhes', 'o') e desinência de primeira pessoa do plural do futuro do presente do ind…