abster-nos

Do latim 'abstinere', composto de 'ab-' (longe, afastado) e 'tenere' (ter, segurar).

Origem

Latim

Do latim 'abstinere', que significa 'segurar-se longe de', 'conter-se', 'privar-se de'. Composto por 'ab-' (longe) e 'tenere' (ter, segurar).

Mudanças de sentido

Latim e Idade Média

Privação voluntária, contenção, especialmente em contextos morais e religiosos.

Século XIX e XX

Ampliação para qualquer tipo de renúncia ou não participação em ações, decisões ou hábitos.

Atualidade

Mantém o sentido de privação e não participação, com uso frequente em contextos formais (votações, regras) e informais (dietas, hábitos).

Primeiro registro

Idade Média

Registros em textos latinos medievais que foram incorporados ao português antigo, com o sentido de privação e renúncia.

Momentos culturais

Contexto Religioso Medieval

Uso frequente em textos sobre penitência, jejum e renúncia aos prazeres mundanos.

Contexto Político e Eleitoral

A expressão 'abster-se de votar' tornou-se comum em discussões sobre participação eleitoral e o direito de não escolher nenhum candidato.

Vida emocional

Associada à disciplina, autocontrole, renúncia e, por vezes, a uma neutralidade forçada ou escolhida.

Vida digital

Buscas relacionadas a 'como se abster de votar', 'abster-se de comer' em fóruns e sites de informação.

Uso em discussões sobre dietas restritivas e hábitos saudáveis em redes sociais.

Comparações culturais

Inglês: 'to abstain' (com sentido similar de privar-se, especialmente de álcool ou de votar). Espanhol: 'abstenerse' (com o mesmo sentido de privar-se, conter-se, não participar).

Relevância atual

A palavra 'abster-nos' e suas variações continuam relevantes em contextos formais e informais, refletindo a necessidade humana de escolha, renúncia e não participação em diversas esferas da vida.

Origem Latina e Primeiros Usos

Século XIII - O verbo 'abster' deriva do latim 'abstinere', composto por 'ab-' (longe, de) e 'tenere' (ter, segurar). Significava literalmente 'segurar-se longe de', 'conter-se', 'privar-se de'. Inicialmente, seu uso estava ligado a privação física ou a evitar algo considerado prejudicial ou pecaminoso.

Evolução no Português

Idade Média a Século XIX - O verbo 'abster-se' (com o pronome reflexivo) se consolida no português, mantendo o sentido de privar-se voluntariamente de algo, seja comida, bebida, prazeres ou participação em atos. Era comum em contextos religiosos e morais, mas também em decisões que exigiam renúncia.

Uso Contemporâneo no Brasil

Século XX e Atualidade - O verbo 'abster-se' mantém seu sentido original de privar-se ou deixar de fazer algo. No Brasil, é frequentemente usado em contextos formais como votações ('abster-se de votar'), em discussões sobre dietas ou hábitos ('abster-se de doces') e em decisões que implicam em não participação ou em uma escolha neutra. A forma 'abster-nos' é a conjugação na primeira pessoa do plural do presente do indicativo ou subjuntivo, ou imperativo, com o pronome oblíquo átono 'nos'.

abster-nos

Do latim 'abstinere', composto de 'ab-' (longe, afastado) e 'tenere' (ter, segurar).

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