achaque
Origem controversa; possivelmente do latim 'accapitare' (cair na cabeça) ou do grego 'achthos' (peso, fardo).
Origem
Do árabe 'šikāya', significando queixa, lamento.
A palavra entrou no português via espanhol 'achaque', que já designava indisposição ou mal-estar, especialmente em idosos.
Mudanças de sentido
Originalmente ligado a queixas e lamentos, passou a significar indisposição física, mal-estar, moléstia.
Usado para descrever males passageiros ou crônicos, sem gravidade aparente.
Mantém o sentido de mal-estar físico, mas também adquire uso metafórico para falhas, defeitos ou queixas persistentes.
O sentido metafórico pode ser aplicado a objetos ('o motor tem um achaque') ou a situações ('o sistema tem um achaque que o torna ineficiente').
Primeiro registro
Registros em textos médicos e literários do período colonial brasileiro indicam o uso da palavra com o sentido de moléstia ou indisposição.
Momentos culturais
A palavra aparece em obras literárias dos séculos XIX e XX para descrever personagens com males físicos ou queixumes constantes, como em romances regionalistas ou de costumes.
Comparações culturais
Espanhol: 'Achaque' mantém um sentido muito similar, referindo-se a uma indisposição ou mal-estar, frequentemente associado à velhice ou a doenças crônicas e incômodas.
Inglês: Não há um equivalente direto com a mesma carga semântica e etimológica. Termos como 'ailment', 'malaise', 'ache' ou 'complaint' cobrem aspectos do significado, mas sem a mesma conotação histórica e cultural.
Francês: 'Maladie' (doença) ou 'souffrance' (sofrimento) podem ser usados, mas 'achaque' carrega uma especificidade de mal-estar persistente e não necessariamente grave.
Relevância atual
A palavra 'achaque' é considerada formal e menos comum no vocabulário coloquial brasileiro contemporâneo. Seu uso é mais restrito a contextos literários, médicos ou quando se deseja expressar uma indisposição de forma mais elaborada. Em conversas informais, termos como 'mal-estar', 'dorzinha' ou 'probleminha' são mais frequentes.
Origem e Entrada no Português
Século XV/XVI — A palavra 'achaque' tem origem no árabe 'šikāya', que significa queixa ou lamento. Chegou ao português através do espanhol 'achaque', que já possuía o sentido de indisposição ou mal-estar, especialmente em idosos. Foi introduzida em Portugal e, posteriormente, no Brasil.
Uso no Brasil Colonial e Imperial
Séculos XVI a XIX — O termo era utilizado para descrever moléstias, indisposições e queixas, frequentemente associado a males passageiros ou crônicos, sem necessariamente indicar gravidade. Era comum em relatos médicos e na linguagem cotidiana para descrever um mal-estar geral.
Uso no Português Moderno Brasileiro
Século XX até a Atualidade — 'Achaque' manteve seu sentido de mal-estar, indisposição ou doença leve. Também passou a ser usado metaforicamente para descrever uma falha, um defeito ou uma queixa persistente, seja em objetos ou em situações. A palavra é formal e dicionarizada, encontrada em textos literários e em contextos que exigem um vocabulário mais elaborado.
Origem controversa; possivelmente do latim 'accapitare' (cair na cabeça) ou do grego 'achthos' (peso, fardo).