acolha
Do latim 'accolligere', composto de 'ad-' (a, para) e 'colligere' (reunir, juntar).
Origem
Do latim 'acolitus', particípio passado de 'accolere', que significa 'cultivar junto', 'habitar', 'morar'. O radical 'colere' remete a 'cultivar', 'habitar', 'honrar'.
Mudanças de sentido
Receber, hospedar, dar guarida, aceitar.
Amparar, proteger, dar refúgio, abraçar uma causa ou pessoa.
Ganhou forte carga semântica em contextos de acolhimento social, humanitário e de refúgio. O ato de 'acolher' passa a ser visto como um ato de resistência e empatia.
Em português brasileiro, 'acolher' e suas formas conjugadas, como 'acolha', são frequentemente usadas em campanhas de conscientização sobre refugiados, em políticas públicas de assistência social e em discussões sobre diversidade e inclusão. O sentido de 'dar um lar' ou 'sentir-se em casa' é central.
Primeiro registro
Registros em textos medievais em galaico-português, como em crônicas e textos religiosos, com o sentido de receber e hospedar.
Momentos culturais
Presente em obras literárias que retratam a hospitalidade, o exílio e a busca por um lar, como em romances deigration e de formação.
Frequentemente utilizada em letras de música com temas de amor, saudade, refúgio e aceitação, transmitindo afeto e segurança.
Tornou-se palavra-chave em debates sobre direitos humanos, políticas de imigração e acolhimento de minorias, especialmente a partir do final do século XX.
Conflitos sociais
A palavra 'acolha' e o conceito de acolhimento são centrais em debates sobre xenofobia, racismo e intolerância. A dificuldade ou recusa em 'acolher' grupos marginalizados gera conflitos sociais e discussões sobre empatia e cidadania.
Vida emocional
Associada a sentimentos de segurança, pertencimento, empatia, generosidade e aceitação. Carrega um peso emocional positivo, remetendo à ideia de refúgio e cuidado.
Vida digital
Usada em hashtags de apoio a refugiados e imigrantes (#acolhimento, #welcome), em campanhas de ONGs e em posts que promovem a empatia e a inclusão social. Também aparece em contextos de autoajuda e bem-estar, como 'acolher a si mesmo'.
Representações
Cenas que envolvem o recebimento de personagens em novas casas, a aceitação de alguém em um grupo ou a proteção de vulneráveis frequentemente utilizam o verbo 'acolher' ou suas conjugações.
Comparações culturais
Inglês: 'welcome', 'shelter', 'embrace'. O inglês 'welcome' tem um sentido similar de recepção calorosa. 'Shelter' foca mais na proteção física. 'Embrace' pode ser literal ou figurado, como abraçar uma ideia. Espanhol: 'acoger', 'recibir', 'albergar'. O espanhol 'acoger' é um cognato direto e carrega sentidos muito próximos de receber, abrigar e dar guarida. Francês: 'accueillir'. Similar ao português e espanhol, com forte sentido de receber bem e dar hospitalidade. Alemão: 'aufnehmen', 'empfangen'. 'Aufnehmen' abrange receber, admitir, absorver, enquanto 'empfangen' é mais sobre receber algo ou alguém, como um convidado.
Relevância atual
A forma 'acolha' é extremamente relevante no contexto brasileiro contemporâneo, sendo um verbo central em discussões sobre direitos humanos, migração, refúgio, inclusão social e políticas de assistência. Representa um ideal de sociedade mais empática e receptiva.
Origem Latina e Formação
Século XIII - Deriva do latim 'acolitus', particípio passado de 'accolere', que significa 'cultivar junto', 'habitar', 'morar'. O verbo 'acolher' surge em português com o sentido de receber, hospedar, dar guarida.
Evolução do Sentido e Uso
Séculos XIV-XVIII - O verbo 'acolher' consolida-se com sentidos de receber bem, dar abrigo, aceitar, abraçar uma ideia ou pessoa. Amplia-se para o sentido de amparar, proteger, dar refúgio.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX-Atualidade - A forma verbal 'acolha' (presente do subjuntivo/imperativo) mantém os sentidos originais de receber, aceitar, dar guarida, mas ganha forte conotação social e política, especialmente em contextos de migração, refúgio e inclusão. É frequentemente usada em discursos humanitários e de direitos humanos.
Do latim 'accolligere', composto de 'ad-' (a, para) e 'colligere' (reunir, juntar).